Livro Jornada ao Santuário
2 Tessalonicenses, amor pelo mundo, Apostasia, autenticidade da fé, autoexame espiritual, certeza da salvação, conversão incompleta, iniquidade, Intimidade com Deus, Juízo Final, novo nascimento, operação do erro, oportunidade da graça, Oração, Palavra de Deus, perseverança, religiosidade superficial, sinais do fim, transformação autêntica, vontade de deus
Arauto de Deus
0 Comentários
Capítulo 7 – A Apostasia e Operação do Erro
Nos últimos capítulos, temos conversado e estudado profundamente sobre a Palavra de Deus: o que ela significa, sua origem, sua importância e por que podemos confiar que ela é, de fato, a Palavra de Deus.
Deus preservou e guardou essa mensagem ao longo dos séculos para que pudéssemos receber o Evangelho e entender o Seu plano de salvação, em especial a necessidade da vinda de Cristo, sua encarnação, crucificação, morte e ressurreição. As Escrituras foram mantidas intactas para que, hoje, possamos ter a chance de compreender essas verdades e, diante delas, decidir se render e servir a Deus ou não.
Passamos um tempo significativo explorando a essência da Bíblia e a forma como Deus a preservou. Ao longo de vários capítulos, nosso objetivo foi dissipar qualquer dúvida intelectual sobre a confiabilidade dela. A partir de agora, os versículos bíblicos fundamentarão cada argumento nesta jornada em direção ao santuário, permitindo que você se examine e reflita: já entrei neste santuário? Ainda estou na jornada? Ou talvez nem ainda a comecei?
Lembrando que frequentar uma igreja, seja ela evangélica ou não, não significa que você já esteja no santuário de Deus. Muitas pessoas ainda não tiveram um encontro pessoal verdadeiro com Cristo e vivem uma religiosidade vazia, acreditando que estão salvas, mas estão completamente enganadas. Meu receio é justamente por estes que vivem essa ilusão, crendo que são verdadeiros cristãos sem realmente conhecerem Cristo.
Um dos propósito desta “Jornada ao Santuário” é criar a oportunidade de autoexame, onde cada um poderá se avaliar diante de Deus e da Bíblia para saber se é um cristão genuíno. Preste atenção no que vamos refletir, pois a ideia é proporcionar uma chance de discernir se você está enganado em algum aspecto da sua fé. O engano é perigoso porque, por definição, faz-nos acreditar em algo que não é verdade, impedindo-nos de perceber que estamos errados. Essa jornada é um chamado ao despertar espiritual, à busca por um relacionamento autêntico com Cristo.
Deus testa e prova os corações, sejam eles de cristãos ou de não cristãos. Ele tem oferecido oportunidades e situações que nos convidam a examinar sinceramente nosso interior à luz das Escrituras, para entendermos se realmente passamos pelo novo nascimento ou se ainda precisamos dessa transformação.
Mais adiante, vamos aprofundar o que é o novo nascimento e a razão de sua necessidade. Falaremos também sobre as evidências que caracterizam um verdadeiro cristão, para que cada um possa fazer uma autoavaliação. Caso perceba que ainda não teve esse encontro, falaremos dos passos necessários para experimentar o novo nascimento e se tornar uma nova criatura em Cristo, sendo integrado à família de Deus e recebendo a salvação.
Agora, vamos tratar sobre a apostasia e a operação do erro, fenômenos que já estão em ação no mundo, conforme minha análise do cenário atual. Cada um de nós precisa examinar-se profundamente, buscando a Deus com humildade, sem orgulho ou arrogância. Diante Dele, precisamos nos colocar com a disposição de aprender, com o coração de uma criança, a fim de se examinar sinceramente e perguntar: estamos no caminho certo, ou estamos vivendo um engano? Que essa reflexão seja feita com honestidade e reverência.
Neste capítulo, quero trazer uma reflexão profunda para que você perceba que já estamos vivendo em um contexto crítico. Se você ainda não teve um encontro genuíno com Cristo, há um risco real de seguir em direção à apostasia, de cair na operação do erro, e, sem perceber, nunca experimentar esse encontro. E o mais grave é que essa situação pode permanecer oculta até o dia do juízo final.
Minha intenção é abrir espaço para que você possa se examinar e perceber que esse cenário é real, de forma que tome os devidos cuidados para não se afastar da fé verdadeira e não ser enganado. Preste atenção ao que será compartilhado aqui. Ao final da leitura, sugiro que releia tudo com atenção redobrada, se examinando e refletindo profundamente. Nos próximos capítulos, esse autoexame diante de Deus será essencial para que você entenda com clareza sua atual situação espiritual.
A verdade será exposta de forma clara e direta, permitindo que você se avalie e perceba se realmente é um cristão autêntico ou se tem vivido apenas uma fé nominal, sem verdadeira conversão, regeneração e o selo do Espírito Santo. Aproveite esta oportunidade de exame e reflexão. Que Deus o abençoe nesse processo. Amém.
Começaremos meditando em 2 Tessalonicenses 2:1-12:
“Rogamos a vocês, irmãos, pela vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele, que não se deixem abalar em seu entendimento nem se perturbem, seja por espírito, palavra ou carta, como se o dia de Cristo estivesse perto.” (vv.1-2)
Aqui, Paulo está falando sobre a segunda vinda de Cristo, um evento que não aconteceria sem antes certos sinais se manifestarem.
“Ninguém os engane de forma alguma, pois esse dia não virá sem que antes aconteça a apostasia e se revele o homem do pecado, o filho da perdição.” (v. 3)
Essa “apostasia” será estudada para que possamos entender o afastamento espiritual que ocorrerá antes da volta de Jesus. E o “homem do pecado” refere-se ao Anticristo, uma figura profetizada que se levantará antes do retorno de Cristo em glória e poder para buscar Sua igreja. Esse entidade:
“se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de assentar-se no templo de Deus, proclamando-se como Deus.” (v. 4)
O Anticristo tentará usurpar a posição de Deus, enganando muitos, inclusive pessoas dentro das igrejas que têm uma vida religiosa, mas que não passaram pelo novo nascimento e, portanto, não foram seladas pelo Espírito Santo. Essas pessoas estarão vulneráveis à influência do Anticristo. Somente aqueles que foram regenerados e têm o discernimento do Espírito Santo poderão perceber o risco e a ameaça que ele representa.
“Não se lembram de que eu lhes dizia essas coisas quando ainda estava com vocês?” (v. 5)
Aqui, Paulo lembra aos tessalonicenses das instruções que já havia dado anteriormente.
“E agora vocês sabem o que o detém, para que ele seja revelado no tempo apropriado, pois o mistério da iniquidade já opera…” (vv. 6-7a)
Esse “mistério da iniquidade” refere-se à influência do pecado desde a queda de Lúcifer no céu e de Adão e Eva na Terra. É um mistério no sentido de ser algo que desafia a compreensão humana: como um ser perfeito poderia cair e introduzir o pecado no universo perfeito de Deus? Há algo ou alguém (não entrarei em detalhes aqui) que retém o Anticristo, mas:
“quando for removido, então será revelado o Iníquo, a quem o Senhor destruirá com o sopro de Sua boca e aniquilará com o esplendor de Sua vinda.” (vv. 7b-8)
Aqui é reiterado que quando Cristo voltar, o Anticristo será destruído.
“Esse ser, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, sinais e prodígios enganosos, e com todo o engano da injustiça.” (vv. 9-10a)
O Anticristo surgirá capacitado pelo próprio diabo para enganar aqueles que estão espiritualmente perdidos, sem um compromisso verdadeiro com Cristo. O texto diz que ele enganará:
“os que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. Por isso, Deus lhes enviará uma operação do erro” (vv. 10b-11a)
Deus permitirá essa “operação do erro” como uma confirmação da escolha daqueles que rejeitam a verdade e preferem as trevas. Assim como Faraó, que repetidamente endureceu seu coração, esses indivíduos confirmam sua escolha, e Deus ratifica essa disposição, permitindo que sejam levados ao engano.
“para que creiam na mentira e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.” (vv. 11b-12)
Deus permite que aqueles que rejeitam Sua presença e a luz da verdade sejam enganados e se afundem ainda mais em seus pecados, enfrentando o julgamento.
Neste trecho, vemos claramente a ação da apostasia e da operação do erro. Agora, vamos aprofundar os significados desses termos para entender como eles podem se manifestar em nossos dias. Este estudo é um alerta: precisamos estar atentos para não caminhar com a apostasia e não dar lugar à operação do erro em nossas vidas, o que pode nos afastar totalmente da possibilidade de um encontro pessoal com Cristo e da salvação.
Examine sua vida, reavalie seu relacionamento com Deus e busque sinceramente verificar se você realmente está caminhando com Cristo ou se há passos que ainda precisa dar. Que este livro sirva como um guia para que você tenha a oportunidade de autoexame e para que o Espírito Santo revele onde você está espiritualmente.
Vamos prosseguir na leitura e entender um pouco mais sobre o contexto desta carta. Paulo escreveu aos tessalonicenses para corrigir algumas ideias equivocadas a respeito da segunda vinda de Cristo. Naquela época, alguns acreditavam que Jesus estava prestes a retornar em questão de dias ou semanas. Já se passaram dois mil anos, mas naquela época havia uma expectativa urgente de que a volta de Jesus era iminente.
Diante disso, Paulo escreve para esclarecer essa interpretação errônea, pois alguns líderes estavam influenciando a igreja a crer que o retorno de Cristo era algo para acontecer a qualquer momento. Paulo, então, explica que não seria assim; ele afirma que, antes de Jesus voltar em glória para buscar a igreja, ocorreriam certos eventos específicos, incluindo a apostasia e o surgimento do Anticristo.
Essa falsa expectativa estava causando problemas na igreja, a ponto de alguns cristãos deixarem de trabalhar, acreditando que poderiam simplesmente esperar a volta de Jesus. Paulo, portanto, orienta que eles permaneçam firmes em seus deveres diários, reforçando que, quem não quer trabalhar, também não deveria comer. Ele esclarece que o retorno de Cristo não seria tão imediato quanto imaginavam e destaca os sinais que devem acontecer antes desse evento.
Então, com base em 2 Tessalonicenses 2:1-12, é fundamental entendermos: o que deve ocorrer antes da volta de Jesus? A apostasia.
Mas o que é apostasia? Estamos mencionando o termo, mas ainda precisamos compreender o que ele realmente significa para seguir com nosso raciocínio. No sentido bíblico, “apostasia” refere-se ao abandono ou afastamento deliberado da fé, especialmente de uma fé anteriormente professada.
A palavra “apostasia” vem do grego ἀποστασία (apostasia), que significa “revolta” ou “deserção.” Ela é formada pelo prefixo apo- (que significa “longe de” ou “para fora de”) e pelo radical stasis (que significa “posição” ou “estado”). Literalmente, então, apostasia pode ser entendida como “ficar fora de” ou “afastar-se de uma posição previamente ocupada.”
Na Bíblia, a apostasia representa um afastamento espiritual, onde uma pessoa que anteriormente seguia a Deus e vivia de acordo com Seus princípios escolhe rejeitar essa fé e, muitas vezes, adotar crenças ou estilos de vida contrários à mensagem do evangelho. No Novo Testamento, o termo aparece principalmente em textos que alertam sobre o abandono da fé verdadeira nos tempos finais (como em 1 Timóteo 4:1), sendo um sinal de que muitos seriam enganados e se afastariam da verdade.
Esse conceito não apenas implica dúvida ou desobediência ocasional, mas uma decisão consciente e intencional de romper com a aliança de fé com Deus. Assim, biblicamente, a apostasia carrega a ideia de traição espiritual, onde alguém se volta contra Deus e Seu evangelho, rejeitando verdades fundamentais que antes aparentemente aceitava.
O Antigo Testamento também usa o termo apostasia para descrever uma rebelião contra Deus, a autoridade suprema que é o próprio Criador. Em Jeremias 2:19, lemos:
“A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mal e quão amargo é deixares ao Senhor teu Deus, e não teres em ti o meu temor, diz o Senhor Deus dos Exércitos.”
Esse conceito de apostasia está ligado a uma rebeldia, um afastamento deliberado de Deus. No contexto cristão, usamos esse termo para indicar alguém que abandona a fé: uma pessoa que se afasta da igreja, da comunhão com a comunidade cristã e da adoração a Deus, voltando-se para o pecado e para a vida mundana, mesmo após ter aparentemente encontrado Cristo. Esse retorno ao mundo é um sinal de que, embora tenha conhecido a fé, essa pessoa agora vive de forma ainda mais distante de Deus.
Nos últimos dias, Paulo fala que a apostasia acontecerá em larga escala. Esse período será marcado por guerras entre nações, falsos profetas, perseguição aos cristãos e aumento da iniquidade – que é a prática do pecado e o afastamento da vontade de Deus. Essa descrição nos leva a uma pergunta: estamos vendo essas coisas em nossos dias? Guerras, falsos profetas, perseguição aos cristãos e o crescimento do que Deus condena como sendo normal e aceitável?
Muitos teólogos entendem que a apostasia se refere a um aumento geral da impiedade em todo o mundo, não apenas dentro da igreja. A igreja deveria ser como uma massa sem fermento, livre do pecado, mas, com o aumento da iniquidade no mundo, o amor de muitos tem esfriado. Quem são esses? Aqueles que, mesmo frequentando a igreja, ainda não nasceram de novo e estão mais inclinados ao mundo do que a Deus. Pessoas que amam o mundo não têm o amor do Pai habitando nelas, pois o Espírito Santo, quem derrama o amor de Deus nos corações, não reside nelas plenamente. João nos adverte:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)
O mundo representa um sistema corrompido, governado por Satanás e distante dos valores de Deus. Aqueles que realmente têm o Espírito Santo são capacitados a amar e obedecer a Deus. Já quem ama o mundo, quem se rende ao pecado, mostra que o amor de Deus não habita em seu coração.
A evidência de um cristão salvo é que ele não volta para o mundo. Se alguém, que parece estar caminhando com Cristo, eventualmente desiste dessa jornada, isso indica que, provavelmente, ainda não experimentou o verdadeiro novo nascimento. Quem nasce de novo é selado pelo Espírito Santo e persevera até o fim, pois foi transformado de forma definitiva.
Esse novo nascimento, segundo as Escrituras, aparentemente é um processo: uma jornada ao santuário, culminando no momento em que o Espírito Santo sela a pessoa para a eternidade. Somente esse selo confirma a segurança da salvação. Jesus disse:
“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)
O novo nascimento é necessário para que a pessoa entre no Reino de Deus. Contudo, muitos ainda vivem um autoengano: convencidos, mas não convertidos; frequentam a igreja, mas sem uma verdadeira entrega ao senhorio de Cristo. Isso causa uma falsa sensação de segurança, uma forma de aliviar a consciência sem nunca ter realmente se rendido a Deus. Assim, a pessoa acaba presa a um ciclo de religiosidade, sem experimentar a verdadeira transformação que Cristo oferece.
Jesus nos alertou que, devido ao aumento da iniquidade, o amor de muitos esfriaria; mas aquele que perseverasse até o fim seria salvo. Está escrito:
“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mateus 24:12-13)
Uma das maiores evidências de um cristão verdadeiramente salvo é a sua firmeza e constância na fé. Ele não retrocede; permanece fiel a Deus independentemente das circunstâncias na família, no trabalho ou ao redor. Ele não se deixa abalar pelo que o mundo oferece — ele quer a presença de Deus acima de tudo. Isso explica por que os servos de Deus, em tempos de perseguição, enfrentavam a morte cantando hinos de louvor, seja diante de leões, seja sendo queimados vivos, pois preferiam Cristo a qualquer coisa terrena. Por mais difíceis que fossem suas tribulações, jamais negavam a Cristo; perseveravam até a morte.
Essa é uma característica de um cristão verdadeiro. Em muitos países onde a perseguição é severa — como em regiões islâmicas, na China, em partes da África, na Coreia do Norte e na Índia —, vemos quem realmente está comprometido com Cristo. Imagine se o Brasil fosse um desses lugares onde é proibido falar de Cristo. Será que as igrejas estariam tão cheias? Aqui no ocidente, é relativamente fácil ser cristão; por isso, muitos adotam uma forma de religiosidade ritualística. A pessoa levanta a mão na igreja, vai até a frente, mas você não vê arrependimento verdadeiro. Não há lágrimas, não há quebrantamento sincero pelo pecado.
Essa falta de contrição genuína é alarmante. A pessoa pode frequentar a igreja, mas se não busca orar, não vai aos cultos, não estuda a Bíblia, não sente sede por Deus, será que realmente teve um encontro com Cristo? Quando alguém experimenta o verdadeiro encontro com Deus, nasce uma fome e sede por Ele, um desejo profundo de conhecê-Lo e obedecê-Lo, algo que vem do Espírito Santo, conforme Filipenses 2:13 diz:
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”
Infelizmente, muitos substituem essa experiência real com um simples ritual. Acham que porque levantaram a mão ou foram batizados, são cristãos. Mas o novo nascimento é algo sobrenatural, que transcende qualquer formalidade. Não é um checklist ou uma cerimônia que torna alguém cristão, mas uma transformação autêntica e visível. A pessoa verdadeiramente salva busca viver em santidade, deseja falar de Jesus, estuda a Palavra e ora regularmente. Por isso, Jesus advertiu em Mateus 7:21:
“Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu.”
E onde está a vontade de Deus? Na Bíblia. Aquele que busca entender, se submeter, arrepender-se e viver de acordo com o que aprende, este sim faz a vontade de Deus. Ele pede misericórdia e força para vencer as inclinações da carne e viver uma vida que agrada a Deus.
Essa religiosidade superficial e vazia, na verdade, é apenas uma tentativa de aliviar a consciência não regenerada. E em tempos de apostasia — de rebelião contra Deus —, aqueles que são apenas convencidos, mas não convertidos, estarão mais propensos a amar o mundo e se afastar de Deus. Para essas pessoas, o alerta de Jesus é claro. Que cada um examine seu próprio coração e busque um compromisso genuíno com Cristo, pois Ele nos ensinou que muitos, no dia do julgamento, dirão:
“Senhor, não profetizamos em teu nome? Não expulsamos demônios em teu nome? Não realizamos muitas maravilhas em teu nome?” (Mateus 7:22)
Mesmo assim, Ele responderá:
“Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que desobedecem à lei!” (Mateus 7:23)
Aqui, Jesus nos alerta que não basta apenas chamar por Seu nome ou realizar obras em Seu nome, pois o verdadeiro cristão é aquele que faz a vontade de Deus e vive em obediência.
A palavra “conheci”, usada por Jesus, carrega um sentido de intimidade. No contexto bíblico, indica um relacionamento próximo e profundo, como em “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Jesus não deseja uma religiosidade superficial. Ele busca uma conexão autêntica e transformadora conosco, pois é dessa relação verdadeira que nasce o novo ser.
Infelizmente, muitos levantam a mão e dizem aceitar Jesus, mas não desenvolvem um relacionamento genuíno com Ele. Limitam-se a participar de um culto aos domingos ou de uma escola bíblica, mas vivem o resto da semana sem pensar em Deus, sem buscar Sua presença ou praticar Suas verdades. Essa falta de compromisso revela um entendimento raso do que significa seguir a Cristo.
A maioria das pessoas não prioriza o Reino de Deus. Muitos sequer leem a Bíblia completa uma vez em suas vidas e essa negligência levanta a questão: será que essa pessoa teve um encontro verdadeiro com Cristo ou apenas foi convencida por uma emoção passageira? A conversão genuína leva à presença do Espírito Santo em nós e é Ele quem nos impulsiona a buscar a Deus e a viver em santidade. Não é pelo nosso próprio esforço ou bondade, mas pelo poder de Deus em nós. Lembra Filipenses 2:13:
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”
Quando Deus nos regenera e nos enche de Sua presença, o pecado perde seu domínio sobre nós e somos atraídos a buscar a santidade. Contudo, se não há esse desejo de buscar a Deus, algo está fora do lugar. A falta de frutos espirituais pode ser um sinal de que Deus não está operando plenamente na vida dessa pessoa, pois ela ainda não renunciou ao ego, ao pecado e não permitiu que Deus faça dela uma nova criatura.
Aqui entra a responsabilidade humana. Deus aponta o caminho e exorta, mas a decisão de seguir é nossa. Muitos iniciam a jornada, mas nunca chegam ao destino — que é a morte do ego, a rendição total a Cristo. Para que haja o novo nascimento, o “velho eu” precisa morrer e somente assim a nova criatura, feita à imagem de Cristo, pode emergir.
Muitos seguem a vida religiosa, mas sem essa transformação profunda, sem a morte do eu e a vida em Cristo. Por isso, no dia do julgamento, ouvirão de Jesus: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23), pois nunca tiveram uma relação verdadeira com Ele. Ao invés disso, buscaram apenas um alívio temporário para a consciência, uma religiosidade vazia, mas sem a entrega verdadeira que gera uma vida nova.
O chamado de Jesus é para que nos entreguemos por inteiro e busquemos uma intimidade genuína com Ele, pois é apenas através dessa relação verdadeira que nos tornamos parte de Seu Reino. Em outro momento, Jesus disse:
“Esforcem-se para entrar pela porta estreita.” (Lucas 13:24a)
Esse “esforcem-se” implica em dedicação e empenho; é uma ordem clara para aqueles que desejam seguir a Jesus: lutem para entrar pela porta estreita. Ele nos adverte, dizendo:
“Eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão.” (Lucas 13:24b)
Isso mostra a responsabilidade humana diante do chamado de Deus. Ele nos avisa constantemente: “Busquem a mim, façam a minha vontade, afastem-se do pecado, lutem contra ele, fujam do mal.” Mesmo assim, muitos buscarão, mas não encontrarão a salvação. Jesus ilustra essa situação com uma parábola:
“Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Mas ele responderá: ‘Não sei de onde vocês são.’ Então vocês dirão: ‘Comemos e bebemos contigo, e tu ensinaste nas nossas ruas.’ Ele, porém, responderá: ‘Não os conheço nem sei de onde são; afastem-se de mim, todos vocês que praticam o mal’.” (Lucas 13:25-27)
Aqui, o fechar da porta representa o fim da oportunidade da graça, o dia em que Cristo retornará. Nesse momento, muitos tentarão entrar, mas será tarde demais. Essas pessoas frequentavam igrejas, participavam de cultos, ouviram as pregações e os ensinamentos, mas não desenvolveram uma verdadeira intimidade com Jesus. Ele dirá: “Não os conheço; afastem-se de mim, vocês que praticam a iniquidade.”
Reflitam sobre isso. Em ambas as passagens, Jesus nos alerta de que haverá pessoas que aparentemente participam de comunidades cristãs, mas que, no final, nunca tiveram um encontro pessoal com Ele. Essas pessoas perceberão isso tarde demais, no dia do juízo.
Isso é sério. O perigo é grande: há quem não vive plenamente as alegrias do mundo, nem viverão as bênçãos do céu. Ficam em cima do muro, mas o muro não pertence a Deus. Ou você escolhe seguir o mundo, ou desce para o lado de Deus e vive em plenitude com Ele. Tentar viver em meio-termo é pior.
Diante dessa realidade e considerando que já estamos vivendo tempos de apostasia, o que devemos fazer? A exortação de Paulo à igreja de Corinto é clara: devemos nos examinar para verificar se realmente estamos na fé. Paulo escreveu:
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” (2 Coríntios 13:5a)
Reflita sobre sua própria vida. Você é um cristão verdadeiro? Já teve um encontro pessoal com Cristo? Já nasceu de novo, ao ponto de poder dizer que as coisas velhas ficaram para trás e tudo se fez novo? Você consegue identificar um “antes e depois” em sua vida com Cristo?
É necessário que cada um de nós tenha esse “choque de realidade”, aquele momento em que percebemos que, sem Cristo, estávamos vivendo uma mentira, afastados de Deus. Esse momento nos faz enxergar a verdade e a necessidade de mudança. Deus abre essa oportunidade para que sejamos verdadeiramente salvos, para que deixemos para trás as práticas do passado e comecemos a viver de modo que O glorifique.
Quando verdadeiramente encontramos Cristo, começamos a abandonar o que desagrada a Deus e a buscar o que O exalta. Passamos a sentir repulsa pelas práticas antigas e a desejar as coisas que honram a Deus. Paulo nos chama a nos examinar: será que realmente vivemos o que afirmamos crer? Muitos dizem “sou cristão”, “amo a Deus”, mas vivem de maneira completamente oposta ao que a Bíblia ensina. Se não buscamos conhecer a Palavra de Deus, que revela quem Ele é e o que Lhe agrada, como poderemos dizer que O amamos?
Portanto, examinem-se. Esse é um chamado pessoal. Cada um deve entrar em seu quarto, ajoelhar-se e orar, revisitando toda a sua vida, desde o início até hoje. Pergunte-se: “Eu realmente tive um encontro com Cristo? Minha vida reflete um desejo verdadeiro de conhecê-Lo e de fazer a Sua vontade?” Se não há um desejo sincero de transformação e santificação, talvez nunca tenha ocorrido uma verdadeira conversão, e ainda esteja perdido.
Jesus está voltando, e para cada um de nós, isso pode ocorrer a qualquer momento. Basta um último suspiro, basta morrer. Aproveite hoje, enquanto a porta da graça está aberta, e busque a certeza da sua salvação.
Na minha cidade, um homem conhecido, que vivia uma vida desregrada e longe de Cristo, sofreu um acidente e faleceu. Ele era homossexual e bem famoso na região, e sua mãe, que é presbiteriana e cristã dedicada, ficou completamente desesperada. Sabia que o filho havia morrido sem Jesus, sem arrependimento, apesar de muitos esforços para evangelizá-lo. Inclusive, pessoas da minha igreja e possivelmente a própria mãe já tinham falado de Cristo para ele. Mas, no fim, ele morreu sem mudança de vida, sem luta contra o pecado, retornando de uma festa onde estava bebendo.
A mãe, inconsolável, gritava dentro de casa: “Meu filho morreu em pecado, morreu perdido!” A dor de quem sabe que um ente querido partiu sem ter um relacionamento com Deus é imensa e serve de alerta para cada um de nós.
Você está aqui, vivo, tem essa chance agora. Ainda há tempo para mudar o rumo da sua vida enquanto há vida. Mas quando a morte chega, o destino é selado. Por isso, examine-se. Reflita sobre suas ações e veja se elas condizem com o que você diz acreditar. Se você crê no Deus da Bíblia, está buscando conhecê-Lo de verdade? Ou as coisas do mundo têm ocupado o lugar de Deus na sua vida? Será que Deus é uma prioridade para você, ou apenas mais uma parte da sua rotina?
Relacionamento com Cristo é algo que só se constrói com dedicação: por meio da oração, da leitura e prática da Palavra. Não há como conhecer Jesus verdadeiramente sem se dedicar a esses momentos de intimidade com Ele. Não basta frequentar uma igreja aos domingos; o verdadeiro relacionamento com Cristo acontece diariamente, em nosso compromisso de buscar e aprender com a Palavra de Deus.
A verdade é que muita gente vive uma religiosidade vazia, apenas para aliviar a consciência. Vão aos cultos e reuniões, mas no fundo continuam distantes de Deus, acreditando falsamente que estão salvas. No dia do juízo, muitas dessas pessoas ouvirão: “Apartem-se de mim, vocês que praticam a iniquidade.”
Pense bem enquanto ainda há tempo. Coloque a mão na consciência e pense: há um “antes” e um “depois” de Cristo em sua vida? Você já teve um encontro real com Deus, um momento em que Ele lhe mostrou que o caminho que seguia estava errado? E, a partir desse encontro, você começou a viver de maneira completamente diferente?
Todo cristão que nasceu de novo, que teve um encontro genuíno com Cristo, experimentou essa transformação. É uma mudança de pensamento, de desejo e de vontade. Se você ainda não viveu isso, ainda não teve um verdadeiro encontro com Deus.
Então, busque a Deus. Humilhe-se diante Dele e peça por Sua misericórdia. A Bíblia diz:
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13)
É uma promessa de Deus. Ele deseja salvar. A Bíblia nos lembra que:
“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:1-2)
Deus está com a mão estendida, mas as pessoas frequentemente não buscam. Colocam outras coisas como prioridade em vez de orar e estudar a Palavra. Cristo nos instrui:
“Busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33)
Porém, muitos preferem buscar “as demais coisas” antes de tudo, e Deus acaba ficando em segundo, terceiro, ou ainda mais longe na lista de prioridades. Reflita sobre isso. Coloque Deus em primeiro lugar e todas as demais coisas, como Ele prometeu, serão acrescentadas.
O prazer na lei do Senhor. Esse prazer, junto com o compromisso em praticar Sua vontade, que é viver o que a Bíblia ensina, deve ser uma base para nosso autoexame.
Você sente alegria em ler a Bíblia? Tem o desejo de colocar em prática o que ela ensina? Você se examina, reconhece seus pecados, arrepende-se e busca mudança?
Paulo deixou um alerta para aqueles que resistem à mudança e não querem Deus. Ele fala sobre a “operação do erro” que virá sobre aqueles que se perderão. Mencionamos isso no início do capítulo, onde está escrito:
“E então será revelado o Iníquo, o Anticristo, a quem o Senhor destruirá com o sopro da sua boca e aniquilará com o esplendor da sua vinda. Aquele cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para aqueles que perecem.” (2 Tessalonicenses 2:8-10a)
O Anticristo virá com poder enganador, impulsionado por Satanás, para enganar todos os que estão afastados de Deus, aqueles que rejeitaram a verdade e escolheram seguir o erro. A Palavra diz que:
“…porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;” (2 Tessalonicenses 2:10b-11)
Isso quer dizer que Deus permitirá que eles continuem em seu desejo pelo pecado e afastamento de Sua presença, pois é isso que eles escolheram.
A operação do erro confirmará aquilo que já habita no coração desses pecadores: o desejo pelo pecado, por uma vida sem Deus, onde prevaleçam suas vontades e ambições pessoais. Jesus nos ensina que quem quer segui-Lo precisa negar a si mesmo. Isso significa renunciar à própria vontade em favor da vontade de Cristo.
O julgamento virá sobre todos os que escolheram não crer na verdade e preferiram o prazer na iniquidade em vez da santidade de Deus. Eles preferiram o pecado a Deus. Em meio a tantos versículos que citei, uma palavra se destaca como ponto central: iniquidade.
A palavra “iniquidade” na Bíblia representa mais do que um simples pecado; é uma condição de corrupção moral profunda e rebeldia contínua contra Deus. Ela descreve uma prática habitual de desobediência e perversidade que se afasta da justiça divina. No grego, o termo para “iniquidade” é ἀνομία (anomía), que significa “sem lei” ou “ausência de lei,” implicando uma vida de rejeição aos mandamentos de Deus e busca por desejos próprios.
Em resumo, iniquidade significa viver “sem Deus”, ignorando a autoridade divina. Muitas pessoas escolhem não viver conforme os ensinamentos da Bíblia, vivendo em iniquidade — isto é, sem a orientação da Palavra de Deus. Esse é um grande perigo. Em Isaías 5:20-24, lemos:
“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem da escuridão luz e da luz, escuridão, que fazem do amargo doce e do doce, amargo! Ai dos que são sábios aos próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!” (vv. 20-21)
Esse trecho fala sobre a soberba e a inversão de valores, onde as pessoas acreditam que sabem tudo e rejeitam a verdade de Deus. Elas pensam entender mais que o próprio Deus e se recusam a aceitar o que está escrito na Palavra, vivendo como se fossem autossuficientes e “sábias aos próprios olhos”.
“Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;” (v. 22)
Vemos reflexos disso em nossos dias: nas festas, nas bebedeiras e na glorificação de prazeres momentâneos. Muitos preferem o entretenimento e o excesso ao invés de uma vida de sobriedade e respeito aos mandamentos de Deus.
“Aceitam subornos para libertar o perverso e negam justiça ao inocente.” (v. 23)
Hoje, podemos ver essa inversão de valores, inclusive nas altas esferas de poder. Aqueles que deveriam promover a justiça, muitas vezes absolvem culpados e condenam inocentes. Vivemos uma era em que o que é honesto é desprezado e o que é corrupto é exaltado. Isaías também nos alerta sobre o destino dos que rejeitam a Palavra de Deus:
“Portanto, assim como o fogo consome a palha e o capim seco se desfaz com a chama, suas raízes apodrecerão e suas flores murcharão. Pois rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, desprezaram a palavra do Santo de Israel.” (v. 24)
E você, como vê a Bíblia? Ela é apenas um livro de estórias para você? Ou é, de fato, a Palavra de Deus? Como está sua vida de estudo, meditação e prática da Palavra? Quem se dedica à leitura e à reflexão nas Escrituras percebe os próprios erros e busca transformação, conformando-se com a vontade soberana de Deus.
Estamos presenciando uma inversão de valores sem precedentes. Muitos ignoram as advertências bíblicas, vivendo como se o fim dos tempos estivesse distante. Porém, a volta de Cristo está próxima.
Vivemos em tempos de engano. É fácil notar que muitos “convencidos” (aqueles que frequentam igrejas, mas não nasceram de novo) possuem pouca intimidade com o Senhor e praticamente não dedicam tempo à Palavra. Essas pessoas estão vulneráveis a serem enganadas.
Se no passado o povo preferiu Barrabás ao Messias, como poderão discernir o Anticristo quando ele surgir e tentar se parecer com Deus? Até hoje, muitos não conseguem discernir entre o justo e o corrupto em contextos cotidianos. Quando o Anticristo vier, parecerá um “cordeiro” — gentil e benévolo. Quem não reconhece a verdade de Deus será facilmente enganado.
Essa é uma advertência para todos. Na parábola das dez virgens, Jesus mencionou que todas as virgens esperavam o noivo, mas apenas cinco tinham azeite suficiente, simbolizando comunhão e intimidade com Deus. Quando o noivo chegou, somente as preparadas entraram para as bodas; as outras foram deixadas para trás.
Hoje, ainda há tempo de buscar a Deus, encher-se do Espírito Santo e fortalecer a comunhão. Mas o tempo é curto. Seja sábio, acorde do sono espiritual e esteja preparado para a volta de Cristo, pois o noivo vem!
Espero que tenha compreendido o contexto. A apostasia já está acontecendo. Estamos vendo o mundo se afastar cada vez mais dos valores e princípios judaico-cristãos, caminhando de mal a pior.
Os cristãos estão começando a enfrentar perseguições e censura, inclusive nas redes sociais. A inversão de valores está acontecendo diante de nossos olhos: o mal é chamado de bem, e o bem é chamado de mal. Estamos presenciando essa realidade diariamente.
As pessoas estão rejeitando a Palavra de Deus e se recusam a buscar a Sua presença. A apostasia está evidente, acontecendo em nossa frente, sem disfarces.
O Brasil, apesar de ser considerado um país cristão, possui uma geração de crianças e adolescentes que não conhecem nada sobre a Palavra de Deus e não frequentam nenhuma igreja. Muitos pais já deixaram de ir à igreja, e seus filhos crescem distantes dos ensinamentos cristãos. Quando esses filhos tiverem seus próprios filhos, a tendência é que essa distância aumente ainda mais. Estamos testemunhando uma apostasia generalizada.
Jesus está voltando, e a operação do erro, que engana as pessoas, já está em ação. Ainda há tempo e esperança. Cada um de vocês deve se examinar diante de Deus e da Bíblia, refletindo sobre sua própria história de vida. Pergunte-se: eu já tive um encontro com Cristo? Se não teve, reconheça isso e peça misericórdia a Deus. Entregue sua vida a Cristo e busque-O de todo o coração.
Em breve, falaremos sobre o novo nascimento, uma experiência pela qual muitos ainda não passaram. Vamos estudar sobre isso e você terá a oportunidade de buscar a Deus para experimentar esse novo nascimento.
O primeiro passo é entender: qual é a sua situação espiritual? Você está salvo? Se perceber que ainda não passou pela experiência de ser uma nova criatura, reconheça essa necessidade e comece a orar, pedindo a misericórdia de Deus para que Ele te salve. A salvação vem de Deus e você deve buscá-Lo para que Ele transforme sua vida.
Nos próximos capítulos, vamos abordar mais profundamente o contexto da perdição humana, a necessidade do novo nascimento e as evidências de uma vida transformada. Falaremos sobre isso, e você terá a chance de avaliar a sua vida à luz desses ensinamentos.
Se você já percebe hoje a sua condição, clame pela misericórdia de Deus. Busque Sua face e continue essa jornada conosco.
Este livro é um convite à reflexão sobre o que significa ser um cristão genuíno em meio às distrações do mundo. Com base nas Escrituras, o autor apresenta uma jornada prática e espiritual que destaca valores como humildade, dedicação e fidelidade à Palavra. Ele aborda temas centrais da vida cristã — o novo nascimento, a mordomia, os perigos da dureza de coração — e utiliza parábolas e ensinamentos bíblicos para guiar o leitor pelo caminho estreito que conduz à vida eterna.
Escrito com paixão e clareza, a obra se coloca como um guia essencial para quem deseja amadurecer na fé, descobrir seu propósito no corpo de Cristo e viver de modo que glorifique a Deus em todas as áreas da vida. É um chamado ao autoexame e à transformação, conduzindo o leitor rumo ao verdadeiro Santuário.