Capítulo 12 – O Evangelho

O Evangelho se resume, em essência, na cruz de Cristo. É nela que encontramos a mensagem central do amor e da misericórdia de Deus pela humanidade. A cruz revela o plano perfeito de Deus para restaurar tudo o que foi perdido, reconciliando o céu e a terra por meio de Jesus Cristo.

Nos capítulos anteriores, meditamos sobre a necessidade do novo nascimento e convidamos cada um a refletir sobre sua própria caminhada espiritual. Mostramos que, por natureza, o ser humano está morto em seus pecados. Nossa inclinação natural é para o mal, vivendo afastados de Deus e buscando o que O desagrada, mesmo quando pensamos amá-Lo. O pecado nos afasta da comunhão verdadeira com Ele.

Exploramos também o contexto espiritual do Evangelho: como o pecado e a maldade surgiram no céu, com a rebelião de Satanás; como um terço dos anjos caíram com ele; e como Deus, em Sua sabedoria, criou um plano para redimir a criação. Esse plano não apenas demonstra o Seu caráter justo e amoroso, mas também repovoa os céus com seres conformados à imagem de Cristo.

Um Grande “Reality Show” Celestial

Desde a queda, a Terra se tornou uma espécie de palco onde os seres celestiais observam as consequências da desobediência ao Criador. Eles testemunham que viver em desarmonia com Deus traz caos e destruição, enquanto a obediência a Ele gera estabilidade, alegria e paz.

A cruz de Cristo é o ponto culminante desse plano. Nela, Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas, como está escrito em Colossenses 1:20:

“E que, havendo por Ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio d’Ele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.”

A Mensagem do Evangelho

Agora vamos nos aprofundar no Evangelho – as boas novas que Deus deixou para a humanidade. Ao contrário dos anjos caídos, que aguardam apenas o dia do juízo, a humanidade tem a oportunidade de arrependimento e reconciliação com Deus por meio de Jesus Cristo.

O Evangelho é a boa nova de que Jesus veio, viveu entre nós, morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou, oferecendo salvação a todos que crerem n’Ele. Essa mensagem é resumida em Salmos 85:10:

“A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.”

Na cruz, misericórdia e justiça se uniram perfeitamente. Através do sacrifício de Jesus, Deus demonstrou tanto Seu amor quanto Sua justiça, tornando possível nossa reconciliação com Ele. A pergunta crucial é:

Você já ouviu e compreendeu o Evangelho?

Muitas pessoas frequentam igrejas por diversos motivos – para buscar ajuda em crises, livrar-se de vícios, ou até por influência de amigos e familiares. Mas, se o motivo que o levou a Cristo não foi ouvir a mensagem do Evangelho e ser convencido pelo Espírito Santo do seu pecado, pode ser que você nunca tenha tido um verdadeiro encontro com Ele.

O Evangelho não é apenas um conhecimento intelectual sobre Jesus. Mesmo historiadores ateus confirmam que Ele existiu, mas isso não os transforma. O Evangelho é uma mensagem de transformação que revela:

  • Quem somos enquanto pecadores afastados de Deus.
  • O que Cristo fez por nós na cruz.
  • A necessidade de arrependimento e rendição completa a Ele.

Se você nunca teve um encontro pessoal e verdadeiro com Cristo, é possível que esteja apenas vivendo uma religiosidade vazia, sem ter passado pelo novo nascimento e pela transformação espiritual que o Evangelho traz.

Oportunidade de Compreender

Neste capítulo, apresentaremos o Evangelho de forma clara, profunda e completa. Nossa oração é que você tenha a oportunidade de entender verdadeiramente o que Deus fez por você em Cristo Jesus. Se esta for a primeira vez que você ouve o Evangelho, preste atenção: esta mensagem pode transformar sua vida.

Prepare-se para refletir sobre o plano de Deus, o sacrifício de Cristo e a maravilha da salvação que Ele oferece. A cruz é onde tudo começa e é nela que encontramos a verdade que nos liberta. Vamos mergulhar nessa mensagem e compreender o amor, a misericórdia e a justiça de Deus revelados em Jesus Cristo.

A Mensagem de Jesus: Arrependimento e Fé

Jesus começou Seu ministério público com uma mensagem central:

“O tempo está cumprido, o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” (Marcos 1:15)

Logo após ser batizado por João Batista, aos 30 anos, Jesus saiu pregando sobre a necessidade de arrependimento e no Evangelho. Ele destacou que sem arrependimento genuíno e uma entrega real ao Seu senhorio, é impossível experimentar a salvação.

Se alguém frequenta uma igreja sem ter essa experiência de arrependimento e no Evangelho, corre o risco de estar presente apenas fisicamente, mas sem realmente fazer parte do corpo espiritual de Cristo. Essa possibilidade deve nos levar a uma autoanálise cuidadosa.

Jesus também comissionou Seus discípulos com estas palavras:

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:15-16)

A Fé Vem Antes do Batismo

Note que a condição para a salvação, segundo Jesus, é crer. O batismo vem como um testemunho público dessa fé, mas não é ele quem salva. É a em Jesus Cristo e na obra que Ele realizou na cruz.

Isso nos leva a refletir sobre uma prática comum em algumas tradições religiosas: o batismo de bebês. É possível que um bebê creia no Evangelho? Um bebê, ou mesmo uma criança muito pequena, não tem capacidade cognitiva ou intelectual para compreender o Evangelho. A fé que salva vem por ouvir a mensagem do Evangelho (Romanos 10:17), e para isso, é necessário entendimento.

Por isso, igrejas que seguem o ensino bíblico sobre o batismo aguardam até que a pessoa tenha maturidade suficiente para compreender a mensagem da cruz. Somente então, se ela crer, pode optar por ser batizada como demonstração de sua .

O Significado do Batismo

O batismo é um ato simbólico, um testemunho externo de uma transformação interna que já ocorreu pela . Ele representa:

  1. Morte para o pecado: O mergulho na água simboliza a morte do velho “eu”.
  2. Nova vida em Cristo: O ato de sair da água simboliza o renascimento espiritual para viver uma vida dedicada a Deus.

Mas é importante reforçar que o batismo em si não salva. A salvação geralmente ocorre no momento em que uma pessoa se arrepende, crê no Evangelho e se rende a Cristo, sendo transformada pelo Espírito Santo.

O Perigo da Falsa Segurança

Infelizmente, há quem pense que participar de um ritual, como jogar água na cabeça de um bebê, um banho de piscina, torna a criança, ou a si mesmo, um cristão. Contudo, sem genuína e compreensão do Evangelho, o batismo perde seu significado. Jesus foi claro:

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:16)

A condenação não vem da falta de batismo, mas da falta de fé. Todos nascemos separados de Deus por causa do pecado e somente ao longo da vida temos a oportunidade de ouvir o Evangelho, crer, arrepender-nos e sermos reconciliados com o Pai.

A salvação é um presente de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo. O batismo é uma expressão pública dessa , mas jamais pode substituir a obra redentora de Cristo na cruz.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com Cristo, examine seu coração e se pergunte: “Eu realmente creio no Evangelho? Já me arrependi e entreguei minha vida a Jesus?”

Lembre-se: o verdadeiro cristão vive não para si mesmo, mas para a glória de Deus. O batismo é apenas o início dessa nova caminhada, marcando uma vida que agora pertence completamente a Cristo.

A Confissão de Fé e o Significado do Senhorio de Cristo

O apóstolo Paulo escreveu em Romanos 10:9:

“Se, com a tua boca, confessares que Jesus é Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”

Essa confissão não é apenas um ato mecânico, mas algo que deve refletir a realidade do coração. Quando as palavras da boca são sinceras, elas vêm do coração, onde habita a verdadeira .

Por isso, um bebê não pode fazer essa confissão. Ele não tem a capacidade de compreender, crer ou declarar que Jesus Cristo é o Senhor de sua vida. Assim, nenhuma cerimônia ou ritual, como jogar água sobre sua cabeça, pode conceder salvação. A salvação ocorre apenas quando, ao longo de sua vida, a pessoa ouve o Evangelho, compreende e crê nessa mensagem e decide entregar-se a Cristo.

O Senhorio de Cristo: Uma Entrega Completa

Confessar que Jesus Cristo é Senhor significa entregar-se totalmente a Ele. Não é uma declaração superficial, mas o reconhecimento de que Cristo governa sua vida. Um cristão não vive mais para si mesmo, mas para fazer a vontade de Deus.

No entanto, muitos hoje tratam o cristianismo como uma simples filosofia de vida ou um conjunto de valores morais. Mas ser cristão é muito mais sério: é viver sob o Senhorio de Cristo, reconhecendo-o como Salvador e Soberano absoluto.

O Contexto Histórico da Confissão

No tempo de Paulo, essa declaração tinha implicações profundas e, muitas vezes, fatais. Os cristãos da igreja em Roma viviam sob o governo dos Césares, que eram adorados como deuses. Durante as procissões, as pessoas eram obrigadas a pegar incenso, acendê-lo e declarar: “César é Senhor.”

Os cristãos verdadeiros, porém, recusavam-se a fazer isso. Para eles, apenas Jesus Cristo era Senhor. Quando confrontados diante da estátua de César, em vez de se prostrarem, eles declaravam: “Cristo é Senhor.”

Essa confissão muitas vezes resultava em prisão, tortura ou até a morte. Muitos eram jogados às feras no Coliseu, servindo de espetáculo para as multidões em eventos de “pão e circo”. Ainda assim, eles não negavam sua .

O Custo da Confissão

Jesus advertiu:

“Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.” (Marcos 8:38)

Para os cristãos do primeiro século, confessar Jesus como Senhor era uma questão de vida ou morte. Hoje, em lugares como o Brasil, é fácil dizer “Jesus é Senhor”, pois não enfrentamos perseguição severa. Mas em países onde a igreja é perseguida, como a Coreia do Norte, China ou em regiões islâmicas, declarar publicamente que Jesus é Senhor pode levar à prisão ou à execução.

Isso nos faz refletir: será que a nossa fé resistiria em um contexto em que confessar Cristo pode custar tudo?

Confissão Genuína: Prova de Salvação

A verdadeira confissão de que Jesus é Senhor só pode ser feita por aqueles que realmente experimentaram a salvação. É uma declaração que vem acompanhada de coragem e convicção, pois só quem sabe que tem vida eterna em Cristo pode encarar a morte sem medo.

“Quem está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

Assim, confessar Jesus como Senhor não é apenas um ato verbal. É uma entrega total, uma mudança de vida e uma disposição para viver para Ele, independentemente das circunstâncias ou consequências. Que possamos viver de forma digna dessa confissão, reconhecendo que Jesus Cristo é, de fato, o Senhor de nossas vidas.

Paulo continua ensinando em Romanos que:

Porque é crendo que uma pessoa se põe em ordem perante Deus; e é declarando, em voz clara, que a salvação se afirma.” (Romanos 10:10)

Esse processo de salvação é pela fé. Como está escrito em Efésios 2:8:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus.”

A salvação é um presente de Deus, não algo que vem de nossos méritos ou esforços. É pela graça e mediante a fé que temos a oportunidade de nos reconciliar com Deus e experimentar um encontro verdadeiro com Cristo.

A Declaração de Fé

Quando Paulo fala sobre “declarar em voz clara que a salvação se confirma”, ele se refere a uma confissão que vai além das palavras. Trata-se de uma entrega total, onde a vida não pertence mais a você, mas a Deus. Essa declaração implica coragem e compromisso, mesmo diante das circunstâncias mais difíceis.

Nos tempos de perseguição, especialmente no contexto em que Paulo escrevia, confessar Cristo publicamente muitas vezes significava renunciar à própria vida. Essa coragem demonstrava uma genuína. O cristão entendia que sua vida estava em Deus e que morrer por Cristo não era motivo de medo, mas de alegria, pois ele vivia para a glória de Deus.

Fé Verdadeira em Meio à Perseguição

Paulo destaca que é “crendo que uma pessoa se põe em ordem diante de Deus” e “declarando em voz clara que a salvação se confirma.” Essa verdade é exemplificada na coragem daqueles que, em contextos de perseguição, se recusavam a renunciar sua .

Imagine alguém em um lugar onde cristãos são perseguidos sendo obrigado a escolher entre negar Cristo ou morrer. Aquele que verdadeiramente crê dirá: “Eu não renuncio ao meu Deus”, mesmo que isso custe sua vida. Essa coragem vem de uma convicção inabalável de que a vida pertence a Deus, e a morte não é o fim, mas o começo da eternidade com Cristo.

O Testemunho dos Apóstolos

Os apóstolos são um exemplo claro dessa inabalável. Depois da ressurreição de Jesus, nenhum deles negou sua . Todos enfrentaram perseguições, torturas e, eventualmente, a morte, defendendo com ousadia a verdade de que:

  1. Cristo ressuscitou dos mortos.
  2. Ele apareceu a eles como prova viva.
  3. Ele prometeu retornar.

Eles viveram e morreram proclamando essa mensagem, com a certeza de que a ressurreição de Cristo garantia sua própria ressurreição e vida eterna. Em Romanos 10:14-15, Paulo escreve:

“Mas como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam boas novas!”

Aqui, Paulo destaca a necessidade urgente de proclamar o Evangelho. Como alguém pode clamar por Jesus, se não acredita n’Ele? Como pode acreditar, se nunca ouviu falar sobre quem Ele é e o que fez? E como ouvirá, se ninguém se dispuser a pregar?

Paulo está mostrando um ciclo essencial para a salvação:

  1. Envio: Alguém precisa ir e levar a mensagem.
  2. Proclamação: O Evangelho precisa ser anunciado.
  3. Audição: As pessoas precisam ouvir essa mensagem.
  4. : A fé nasce ao ouvir as boas novas sobre Cristo.

Por isso, ele cita as Escrituras: “Quão formosos são os pés dos que anunciam as boas novas.” Esta frase, mais do que uma exaltação literal, é uma forma poética de dizer que é belo e valioso o trabalho de quem leva a mensagem de salvação a outros.

Quando falamos de Cristo, ensinamos sobre Sua obra na cruz e mostramos como ela transforma vidas, estamos participando dessa missão.

O que Paulo menciona é exatamente o que todo cristão é chamado a fazer:

  • Apresentar Cristo a quem ainda não o conhece.
  • Explicar o que Ele fez na cruz e como isso nos traz reconciliação com Deus.
  • Convidar as pessoas a examinarem suas vidas e entenderem se já tiveram um encontro pessoal e verdadeiro com Jesus.

Este é o propósito de anunciar o Evangelho: oferecer às pessoas a oportunidade de ouvir, crer e responder ao chamado de Cristo.

Nem Todos Respondem

Em Romanos 10:16, Paulo reconhece que nem todos irão responder à mensagem:

“Mas nem todos deram ouvidos ao Evangelho, pois Isaías diz: Senhor, quem creu em nossa mensagem?”

A rejeição da mensagem não é algo novo. Desde os tempos antigos, muitos resistem à verdade. No entanto, isso não diminui a responsabilidade de quem conhece a Palavra.

A Fé Vem Pelo Ouvir

Paulo conclui no verso 17 dizendo:

“Consequentemente, a fé vem pelo ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.”

A nasce ao ouvir as boas novas, ao compreender o Evangelho de Cristo. É ouvindo a mensagem da cruz que o coração se abre para crer e a transformação acontece.

O que estou fazendo aqui é exatamente isso: compartilhar o Evangelho. Meu objetivo é apresentar a mensagem de Cristo de forma clara, para que todos possam entender, refletir e, quem sabe, encontrar a verdadeira salvação.

Você também é chamado a fazer o mesmo. Leve as boas novas às pessoas ao seu redor. Fale de Cristo com coragem, amor e fidelidade, sabendo que é através dessa mensagem que a é gerada. E lembre-se: “Quão belos são os pés dos que anunciam boas novas!”

A Acrópole da Fé Cristã

A Acrópole da Fé Cristã é como o ponto mais elevado e central da nossa crença, um trecho da Bíblia que carrega a essência do Evangelho. Certa vez, ouvi o pastor Paul Washer dizer que, se precisássemos escolher uma única passagem para memorizar — caso a Bíblia fosse proibida ou deixasse de existir —, esta seria a passagem que deveríamos guardar em nossos corações.

É sobre ela que iremos meditar agora. Uma passagem na Epístola aos Romanos que nos revela de forma clara e poderosa o que Deus fez em Cristo por nós. Ela deve ser a base do entendimento e ensino do Evangelho.

Na antiguidade, a acrópole era a parte mais alta e fortificada de uma cidade. Localizada geralmente no topo de uma montanha ou colina, era onde se encontravam o castelo do rei e as moradias da nobreza.

Essa posição elevada simbolizava segurança, força e importância estratégica. Era a parte mais protegida da cidade, o seu ápice.

Assim também é a passagem que estudaremos em Romanos 3:21-26: a “acrópole” da fé cristã, onde encontramos a verdade essencial sobre a justiça de Deus e a obra de Cristo. Paulo escreveu:

“Agora, porém, conforme prometido na lei de Moisés e nos profetas, Deus nos mostrou como somos declarados justos diante dele sem as exigências da lei.” (v.21)

Este versículo anuncia uma nova realidade: não é por intermédio da lei que somos justificados. Sob essa nova dispensação, Deus revela que a justiça diante Dele é alcançada não por obras ou rituais da lei, mas por outro caminho:

“Somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo. E isso se aplica a todos que creem, sem nenhuma distinção.” (v.22)

A mensagem é clara: a salvação é pela fé em Jesus Cristo e está acessível a todos que creem, sem qualquer distinção de raça, origem, gênero ou condição. Não importa se a pessoa é branca, preta, asiática, judeu, grega, homem, mulher, heterossexual ou homossexual; a salvação é um presente universal, oferecido por meio da fé.

Este trecho reforça que não há barreiras ou privilégios humanos diante de Deus e todos têm igual acesso à graça divina, desde que creiam em Jesus Cristo.

“Pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus.” (v.23)

Aqui, Paulo destaca uma verdade universal: toda a humanidade está perdida. Não há ninguém que, por seus próprios méritos, esteja salvo ou em comunhão com Deus. Todos estão distantes d’Ele e carecem de Sua graça.

A salvação não pode ser alcançada por esforço próprio, nem pela obediência à lei, pois a lei, embora santa, revela nossa incapacidade de viver à altura dos padrões de Deus. Ela não promove comunhão ou vida em si mesma; ao contrário, inicialmente ela expõe o pecado e evidencia o quanto estamos longe da santidade desejada por Deus.

Reconhecer essa impossibilidade é o primeiro passo para um encontro genuíno com Cristo. É preciso admitir que não temos justiça própria, que somos incapazes de viver em perfeita obediência sozinhos, e que, por conta de nossa natureza pecaminosa, jamais alcançaremos a perfeição exigida pela santidade divina.

A partir desse reconhecimento, olhamos para Cristo e para aquilo que Ele fez por nós. Jesus veio ao mundo e assumiu a culpa e o peso dos nossos pecados, pagando a dívida que nós jamais poderíamos quitar.

Quando compreendemos isso, o próximo passo é nos rendermos a Ele. Humilharmo-nos diante de Deus, pedindo por misericórdia, perdão e entregando nossa vida completamente ao Senhorio de Cristo.

Somente por meio dessa entrega sincera e total, é possível experimentar a salvação que Deus oferece em Cristo Jesus. Reconheça sua condição, olhe para a cruz e se renda ao Salvador.

“Pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus.” (Romanos 3:23)

A primeira coisa que precisamos reconhecer é que todos somos pecadores. Nenhum de nós vive plenamente de acordo com a vontade de Deus. É por isso que a salvação não pode ser conquistada por obras. Não há nada que possamos fazer sozinhos para merecê-la.

A salvação é um dom de Deus, dado por meio da. Não vem de nós, para que ninguém se glorie ou tome o crédito por algo que é obra exclusiva do Senhor. Paulo continua:

“Mas Ele nos declara justos por meio de Jesus Cristo, que nos resgatou do castigo de nossos pecados. Deus apresentou Jesus como sacrifício pelo pecado, com o sangue que Ele derramou, mostrando assim a sua justiça em favor dos que creem.” (vv. 24-25)

A salvação é pela . É necessário ouvir, entender e se render ao Evangelho. Sem isso, ninguém pode ter um encontro pessoal com Cristo. Por isso, uma criança ou um bebê, que ainda não têm a capacidade de compreender a mensagem, não podem responder à . “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a mensagem da palavra de Cristo”(Romanos 10:17). É necessário compreender a obra de Cristo e o sacrifício que Ele fez por nós. Esse entendimento vem pelo convencimento do Espírito Santo, que revela ao pecador sua condição e a necessidade do sacrifício de Cristo.

O pecador, então, precisa se render completamente ao Senhorio de Jesus. Essa entrega significa renunciar à própria vida e permitir que Deus governe sobre tudo. Já fez isso? Você já tomou a decisão de entregar completamente o controle de sua vida a Deus? Já declarou:

“Senhor, faça o que quiser comigo. Não quero mais governar minha vida. Conduza-me no Teu caminho, governe sobre mim”?

Se ainda não fez, talvez você ainda esteja segurando as rédeas, controlando o leme. Mas a verdadeira salvação exige total rendição. Deus tem sido paciente. Está escrito:

“No passado, Ele se conteve e não castigou os pecados antes cometidos, pois planejava revelar a sua justiça no tempo presente.” (vv. 25-26a)

Desde a queda de Adão e Eva até a morte de Cristo, Deus não aplicou imediatamente o castigo que os pecados mereciam. Ele foi paciente, pois havia um plano: redimir os pecadores por meio de Jesus Cristo. Logo após o pecado entrar no mundo, Deus fez uma promessa:

“Da mulher virá um descendente que esmagará a cabeça da serpente.” (Gênesis 3:15)

Essa promessa era o início do Evangelho, apontando para o dia em que Cristo viria, nasceria de uma mulher e derrotaria o poder do pecado e da morte. Durante séculos, Deus foi paciente, aguardando o momento em que Jesus assumiria sobre Si a punição que merecemos, pagando com Sua morte o preço dos nossos pecados. Em troca, Ele nos ofereceria a vida eterna, algo que somente Ele tem o direito de dar.

Mas tudo isso acontece por meio da fé. Apenas o Espírito Santo pode convencer o coração humano dessa verdade e trazer a necessária para crer em Jesus. Portanto “se hoje ouvirdes a voz do Espírito, não endureçais o vosso coração”(Hebreus 3:15). Renda-se a Cristo. Confie plenamente no sacrifício d’Ele. Finalizando em Romanos 3:26 está escrito:

“Deus se mostrou justo, condenando o pecado, e justificador, declarando justo o pecador que crê em Jesus.”

A pergunta final é: Você crê em Jesus? Se crê, renda-se a Ele e Ele será o seu Justificador.

Quero sanar uma última dúvida que talvez ainda lhe esteja consumindo: “Por que Deus teve que sacrificar Cristo? Ele não poderia simplesmente perdoar o pecador, como um ato de Sua vontade e poder, dizendo ‘Eu os perdoo’ e pronto? Por que Jesus teve que vir e assumir a nossa punição?”

Para entender isso, precisamos refletir sobre alguns pontos fundamentais que envolvem a mensagem do Evangelho.

  1. A Santidade e a Justiça de Deus

A Bíblia nos ensina que Deus é santo e justo. Em Salmos 5:5, está escrito:

“Os orgulhosos não terão lugar em tua presença; odeias todos os que praticam o mal.”

Aqui percebemos algo importante: Deus não odeia apenas o pecado; Ele também odeia o pecador, ou seja, aquele que comete o pecado. Isso contraria a ideia comum de que “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador” de maneira simplista. Ele ama, sim, mas também odeia o mal que habita em nós por causa do pecado.

Além disso, em Provérbios 17:15, lemos:

O que justifica o ímpio e o que condena o justo, tanto um como o outro são abomináveis ao Senhor.

Esse texto mostra que justificar um pecador sem uma base justa é algo abominável para Deus. Isso significa que Deus, sendo justo, não pode simplesmente ignorar o pecado sem que sua justiça seja satisfeita.

  1. O Amor de Deus em Meio à Sua Ira

Ao mesmo tempo em que Deus odeia o pecado e o pecador, Ele também ama.
Romanos 5:8 diz:

Deus prova o seu grande amor por nós ao enviar Cristo para morrer por nós, quando ainda éramos pecadores.”

Aqui encontramos uma tensão: Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. A justiça de Deus exige punição, mas o amor de Deus busca oferecer perdão. Como resolver isso?

A solução de Deus para equilibrar essa equação foi enviar Seu próprio Filho para assumir o nosso lugar e sofrer a punição que nós merecíamos.

  1. Por Que Cristo Precisou Morrer?

A santidade de Deus impede que Ele tenha comunhão com as trevas. Ele é luz e o pecado nos tornou trevas. Por isso, Sua justiça exige uma resposta ao pecado. Essa resposta é a ira de Deus, que precisava ser apaziguada.

Cristo veio como a solução para satisfazer tanto o amor quanto a justiça de Deus. Ao morrer na cruz:

  • Jesus sofreu a punição que deveria ser nossa, apaziguando a ira de Deus.
  • Ele nos ofereceu Sua justiça, tornando-nos aceitáveis diante de Deus.

Jesus não era apenas um homem. Ele era Deus encarnado e é por isso que Seu sacrifício foi suficiente para salvar milhões. Se Jesus fosse apenas humano, Ele só poderia morrer por outra pessoa. Mas sendo Deus, Ele ofereceu um sacrifício eterno, com valor infinito. Em Filipenses 2:7-8 descreve que Jesus:

“Esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, ao ser encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz.”

Jesus, sendo Deus, assumiu a nossa natureza, experimentou a vida num mundo caído e morreu em nosso lugar.

  1. A Grande Troca

João 3:16 resume essa obra de forma gloriosa:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Na cruz, houve uma troca:

  • Cristo levou sobre Si o castigo que era nosso.
  • Nós pela Fé recebemos a justiça que era d’Ele.

Isso só é possível por meio da fé. Não é algo que conquistamos por nossos méritos ou boas obras. É um presente de Deus.

  1. E Agora? O Que Fazer?

A verdadeira resposta a essa obra de Deus é a rendição total. Crer em Cristo não é apenas aceitar fatos sobre Ele; é entregar sua vida completamente a Ele.

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24)

Isso significa que você não vive mais para fazer a sua vontade. Você deve buscar diariamente conhecer a vontade de Deus, estudar Sua palavra, orar e se conformar ao caráter de Cristo.

Poucos cristãos vivem essa entrega total. Muitos ainda seguram as rédeas de suas vidas, tentando controlar tudo. Mas o chamado de Deus é para renunciar o controle, confiar n’Ele e viver pela fé, um dia de cada vez.

Você já tomou essa decisão? Se ainda não, ouça a voz de Deus hoje e se renda completamente a Cristo. Ele é justo e o Justificador de todos os que creem.

A Profecia Messiânica

No Antigo Testamento, encontramos uma das profecias mais impactantes sobre o Messias, escrita pelo profeta Isaías cerca de 700 anos antes do nascimento de Cristo. Em Isaías 53:4-11, Deus revelou com detalhes surpreendentes a crucificação de Jesus, o Messias prometido. Vamos refletir sobre essa profecia, que aponta claramente para Jesus como o Salvador.

A Culpa Que Ele Levou

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou as nossas dores; contudo, nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.” (v. 4)

Muitas vezes, ao olhar para o sofrimento de Jesus, pensamos que Ele estava sendo punido por algo que havia feito. No entanto, Isaías deixa claro que Ele não tinha culpa alguma.

Jesus viveu uma vida perfeita e irrepreensível. Se Ele tivesse pecado, ainda que uma única vez, não poderia servir como o sacrifício perfeito para nossa redenção. Desde o início, Satanás tentou desviá-lo desse propósito: tentou-o no deserto, usou Pedro para persuadi-lo a evitar a cruz e, até mesmo, testou sua humanidade no Jardim do Getsêmani. Mas Jesus permaneceu firme, superando todas as tentações.

O que Adão não conseguiu fazer no Éden, em um ambiente perfeito, Jesus realizou no deserto, enfrentando fome, fraquezas e provações. Ele resistiu ao que Adão e Eva não resistiram, provando sua perfeita obediência ao Pai.

O Castigo Não Era Dele

Isaías confirma a inocência de Cristo, no verso 5:

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”

Jesus não sofreu por pecados próprios, mas pelos nossos. Ele foi castigado para nos trazer paz, açoitado para nos curar. Na cruz, todos os nossos pecados foram colocados sobre Ele. Isaías declara:

“Todos nós, tal como ovelhas, nos desviamos; cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho, e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. (v. 6)

A justiça divina exigia punição pelos pecados da humanidade. A santidade de Deus foi afrontada e sua ira precisava ser apaziguada. Jesus assumiu essa responsabilidade, suportando em nosso lugar a punição que nos cabia.

A Solidão do Filho

Na cruz, Jesus clamou:

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46)

Esse grito reflete um momento único em toda a eternidade. Pela primeira vez, Jesus experimentou a separação da presença do Pai. Naquele momento, todos os pecados da humanidade – do passado, presente e futuro – foram imputados n’Ele.

Embora sem pecado, Jesus se tornou o portador da culpa. Por isso, Ele não sentia mais a comunhão com o Pai. Como luz e trevas não podem coexistir, o Pai, sendo santo, não podia estar em comunhão com o pecado que agora estava sobre o Filho.

O Cálice Que Ele Temia

No Jardim do Getsêmani, Jesus orou intensamente:

“Pai, se possível, afasta de mim este cálice. Contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42)

Esse cálice não representava o sofrimento físico que Ele enfrentaria nas mãos dos romanos, mas sim a ira de Deus sendo derramada sobre Ele. O lado humano de Jesus sentiu o peso do que estava por vir: carregar o pecado do mundo e suportar a justa ira divina.

A Obediência Até a Morte

Isaías descreve o comportamento de Jesus durante seu julgamento e execução:

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como uma ovelha que diante dos seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.” (v. 7)

Diante de Pilatos, Herodes e dos líderes religiosos, Jesus permaneceu em silêncio, cumprindo o que Isaías havia profetizado.

O Plano Perfeito de Deus

Isaías também revela que tudo isso fazia parte do plano eterno de Deus:

Fazia parte do plano do Senhor esmagá-lo e causar-lhe dor. Quando, porém, sua vida for entregue como oferta pelo pecado, ele terá muitos descendentes. Terá vida longa, e o plano do Senhor prosperará em suas mãos.” (v. 10)

A morte de Jesus não foi um acidente, mas um plano divino para salvação. Ele aceitou o papel de sacrifício perfeito para redimir a humanidade. Após sua ressurreição, Ele geraria uma grande descendência espiritual: todos aqueles que seriam salvos por sua obra redentora.

A Justificação dos Muitos

Isaías conclui:

“Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento, o meu servo justo justificará a muitos e levará a iniquidade deles.” (v. 11)

Através de seu sacrifício, Jesus tornou possível que pecadores fossem justificados e reconciliados com Deus. Seu sofrimento trouxe vida eterna para todos que nele creem.

Ao lermos essa profecia, escrita 700 anos antes de Cristo, vemos o plano perfeito de Deus para salvar a humanidade. Isaías 53 é um dos textos mais poderosos do Antigo Testamento, apontando diretamente para o sacrifício de Jesus, o Messias prometido. Que possamos refletir profundamente sobre essa verdade e glorificar a Deus por sua imensa graça e amor.

O Resumo do Evangelho

O pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão e Eva, e desde então, a humanidade foi contaminada. Deus, em sua paciência, não destruiu o casal no Éden, mas permitiu que o pecado se manifestasse ao longo da história para que suas consequências fossem vistas não apenas pelos homens, mas também pelos seres celestiais. O pecado trouxe caos, sofrimento e morte, ao ponto de ser necessária a própria morte do Filho de Deus para redimir a humanidade.

Porém, essa redenção não é para todos indistintamente, mas para aqueles que:

  1. Reconhecem sua condição de pecadores e a distância entre eles e Deus.
  2. Se rendem completamente a Cristo, reconhecendo que precisam do sacrifício d’Ele para a salvação.
  3. Entregam suas vidas a Deus e começam a caminhar em comunhão com Ele, aprendendo a viver conforme Sua vontade.

A Exclusividade de Cristo

É por meio de Cristo que temos a oportunidade de nos reconciliar com Deus. Ele pagou a nossa dívida, algo que ninguém mais poderia fazer.

Por isso, Maomé, Buda, Allan Kardec ou qualquer outro líder ou sistema religioso não salva. Nenhum outro homem ou entidade pode nos reconciliar com Deus, porque apenas Cristo carregou nossos pecados e sofreu a punição que merecíamos. Em Atos 4:12, o Apóstolo Pedro, durante um discurso, falou:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Deus exige de nós:

  • Arrependimento sincero dos pecados.
  • Fé em Cristo e submissão ao Seu senhorio.
  • Obediência e gratidão, como fruto de um coração transformado.

Não somos salvos por nossas obras, mas pela graça de Deus, manifesta na obra redentora de Jesus. Contudo, a obediência e a busca por agradar a Deus surgem naturalmente como consequência de uma vida transformada pelo Espírito Santo.

A Obra do Espírito Santo

Quando Cristo morreu, ressuscitou e foi assunto aos céus, Ele cumpriu o plano de Deus e enviou o Espírito Santo para habitar em nós. Sem o sacrifício de Jesus, o Espírito Santo não poderia vir e sem o Espírito, não haveria novo nascimento.

O novo nascimento é indispensável para nossa salvação. Por meio dele, somos feitos templos do Espírito Santo, capacitados a viver não mais de acordo com o pecado, mas segundo a vontade de Deus.

É importante destacar que não obedecemos a Deus porque somos bons ou capazes, mas porque o Espírito Santo nos capacita. Ele nos transforma de dentro para fora, permitindo que vivamos para glorificar a Deus.

A Urgência da Decisão

Se esta é a primeira vez que você ouve o Evangelho de maneira tão clara, pergunte-se:

  • Eu tenho certeza de que já tive um encontro real com Cristo?
  • Ou tenho vivido apenas uma vida religiosa, sem conhecer o verdadeiro significado do Evangelho?

Cristo chama você a se arrepender, crer no seu sacrifício redentor, render-se completamente ao seu Senhorio e permitir que Ele transforme sua vida. Esta decisão é mais importante do que qualquer outra coisa neste mundo.

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Marcos 8:36)

Deixe de lado tudo o que distrai sua atenção – entretenimento, trabalho, preocupações – e dedique tempo para refletir sobre sua eternidade. Leia e releia Romanos 3:21-26, ou todo esse capítulo, a fim de que o Espírito Santo toque o seu coração.

Renda-se a Cristo. Reconheça sua condição de pecador, confie no sacrifício de Jesus e viva para a glória de Deus. Somente assim você experimentará o novo nascimento e será selado com o Espírito Santo, capacitado-o a viver de acordo com a vontade do Pai.

Um Chamado à Reflexão

Se você ainda não compreendeu totalmente o Evangelho, não desista. Dedique-se a buscar a Deus em oração, leitura da Palavra e reflexão. Sua alma é mais valiosa do que qualquer coisa neste mundo. O momento de decisão é agora. Renda-se a Cristo e viva para a glória de Deus.

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Jamerson Silva Araújo é escritor, teólogo por vocação e discípulo de Cristo por convicção. Após anos de ceticismo, encontrou a fé ao estudar as Escrituras com o desejo de refutá-las — e acabou transformado por elas. É autor do livro Jornada ao Santuário e criador de conteúdos voltados à edificação da fé cristã com base no princípio do Sola Scriptura. Atualmente, dedica-se a projetos como "Até a Última Página", onde divide com os leitores a oportunidade de opinar e participar de seus futuros livros.

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