Capítulo 9 – Um Chamado ao Autoexame

Se visitássemos as casas de porta em porta e perguntássemos às pessoas se creem em Deus ou se consideram cristãs, a maioria responderia que sim. No Brasil, mais de 90% da população afirma ser cristã.

No entanto, Jesus nos advertiu claramente que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 22:14). Ele deixou diversas exortações sobre a necessidade de nos esforçarmos para entrar no Reino de Deus.

“Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar, e não conseguirão.” (Lucas 13:24)

Essas palavras nos chamam a um profundo autoexame. Precisamos avaliar se estamos realmente caminhando com Cristo, se já experimentamos um encontro pessoal com Ele, e se fomos selados pelo Espírito Santo. Afinal, a salvação não é apenas uma declaração de fé, mas uma transformação real operada por Deus em nossas vidas.

O Desafio do Autoexame

Falar sobre a salvação e a necessidade de autoavaliação pode ser desconfortável. Muitas pessoas preferem evitar esse tipo de confronto, mas é justamente disso que precisamos. Devemos nos colocar diante de Deus com sinceridade e humildade, pedindo que Ele revele nossa verdadeira condição espiritual.

O objetivo aqui é criar uma oportunidade para que cada um possa, com clareza, examinar sua vida à luz das Escrituras. Reflita sobre as evidências da salvação em sua vida e, se surgir alguma dúvida, ore, busque a Deus e volte a meditar sobre isso.

O Perigo da Negligência

Muitas pessoas fogem do autoexame. Preferem ignorar a realidade, como uma avestruz que enterra a cabeça na areia, acreditando estar segura enquanto todo o corpo permanece exposto. Essa atitude é perigosa, especialmente quando falamos da eternidade.

Recusar-se a examinar a si mesmo é como rejeitar a verdade que pode trazer vida. Ignorar o problema não o resolve; pelo contrário, só adia o inevitável, pois no dia do juízo, todos estarão diante de Deus e reconhecerão a justiça de Seus julgamentos. Não haverá desculpas ou justificativas. Todos dirão:

“Justos e verdadeiros são os teus juízos, ó Rei das nações.” (Apocalipse 15:3)

Aqueles que forem salvos agradecerão a graça que receberam, enquanto os condenados reconhecerão que a culpa não foi de Deus, mas de sua própria recusa em ouvir e se render. A responsabilidade humana será evocada.

O Convite à Restauração

Ainda há tempo para se reconciliar com Deus. O autoexame não é apenas para trazer à tona nossas falhas, mas para nos conduzir ao arrependimento e à restauração em Cristo.

Se você ainda não se entregou completamente a Ele, arrependa-se, renda-se e confie sua vida ao Salvador. Não espere pelo dia em que será tarde demais.

Hoje é o dia da salvação. Coloque-se diante de Deus, busque Sua face e permita que Ele transforme sua vida. Está escrito:

“Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13)

A Necessidade de um Autoexame Espiritual

Em 2 Coríntios 13:5, está escrito:

“Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a si mesmos. Ou vocês não reconhecem que Jesus Cristo está em vocês? A menos que, de fato, tenham sido reprovados.”

Nessa passagem, Paulo exorta a igreja de Corinto a se examinar. Ele sabia dos desafios e problemas que ocorriam naquela comunidade cristã e, por isso, conclui sua segunda carta com um chamado ao autoexame.

Embora Paulo tenha escrito quatro cartas à igreja em Corinto, apenas duas foram preservadas e incluídas no cânon bíblico. Nessa segunda epístola, próximo ao encerramento, ele faz um apelo sincero:

“Examinem-se para ver se vocês realmente permanecem na fé.”

Paulo não faz esse pedido sem propósito. Ele estava profundamente preocupado com a condição espiritual dos crentes. Embora fosse uma igreja que ele mesmo havia evangelizado e instruído, ele reconhecia a necessidade de uma avaliação contínua e uma convicção genuína.

Essa exortação não é apenas para os cristãos de Corinto, mas para todos nós. Paulo nos convida a parar, refletir e nos perguntar:

  • Tenho realmente me arrependido dos meus pecados?
  • Entreguei mesmo minha vida ao Senhorio de Cristo?
  • Tive um encontro verdadeiro e transformador com Ele, ou minha fé é apenas intelectual?

Conhecimento Não É Suficiente

Saber sobre Jesus, entender Sua crucificação e até frequentar a igreja não garante salvação. A salvação é fruto de uma transformação espiritual que ocorre quando Deus, pela Sua graça, regenera o pecador.

A Escritura deixa claro que apenas informações intelectuais sobre Cristo não bastam. É necessário um novo nascimento, uma mudança radical operada pelo Espírito Santo.

“Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.” (João 3:3)

Por isso, o autoexame é tão importante. Não basta acreditar superficialmente; é preciso evidenciar uma vida transformada, como prova do encontro com Cristo.

O Momento do Autoexame

Hoje, você tem a oportunidade de fazer essa avaliação diante de Deus. Pegue sua Bíblia, medite nas Escrituras e pergunte a si mesmo:

  • As evidências de uma verdadeira conversão estão presentes em minha vida?
  • Cristo realmente governa meu coração ou minha fé é apenas um entendimento teórico?

Lembre-se de que muitos podem conhecer sobre Jesus, mas poucos realmente O conhecem de forma pessoal e transformadora.

Um Divisor de Águas

Esse pode ser o momento decisivo na sua caminhada com Deus. É o momento de discernir se você realmente vive para Cristo ou apenas se acomodou em uma fé sem profundidade.

Se perceber que sua relação com Deus é superficial, não endureça o coração. Este pode ser o dia em que você entregará completamente sua vida a Cristo.

“Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração.” (Hebreus 3:15)

Não deixe para depois. A salvação é uma obra de Deus, mas exige de nós arrependimento, fé e entrega total. Examine-se e permita que Deus transforme sua vida.

A Seriedade do Autoexame Espiritual

Paulo nos faz um apelo claro e direto em 2 Coríntios 13:5:

“Examinem-se para ver se vocês estão na fé;”

Essa não é uma sugestão leve ou casual. Paulo está nos chamando a um exame profundo e sincero de nossa fé. Ele nos desafia a verificar se estamos, de fato, em comunhão com Deus, se tivemos um encontro pessoal com Cristo e se nossa vida reflete essa transformação.

Não basta apenas refletir superficialmente. Paulo vai além ao dizer:

“Provem a si mesmos.”

Isso significa colocar a fé à prova, avaliar minuciosamente cada aspecto de nossa vida:

  • Houve uma transformação visível depois de Cristo?
  • Como tem sido meu dia a dia com Deus?
  • Minha vida reflete submissão, obediência e santidade?

Este não é um exercício opcional, mas essencial. Paulo alerta que, sem essa verificação, corremos o risco de sermos enganados e reprovados espiritualmente.

O Contexto da Exortação

Paulo escreveu essa carta à igreja de Corinto, um grupo de crentes que enfrentava sérios problemas espirituais e morais. Ele os exorta a se examinarem à luz das Escrituras, para confirmar se realmente estavam vivendo em submissão a Deus.

O apóstolo sabia que todos nós, por natureza, nascemos desligados de Deus, mortos em nossos pecados, incapazes de buscar ou agradar a Ele por conta própria (Romanos 3:10-12). Ele havia ensinado sobre a depravação total do ser humano, destacando que somente pela graça divina é possível uma verdadeira transformação.

A Operação do Erro

Outro ponto crucial é o que Paulo chama de “operação do erro” em 2 Tessalonicenses 2:10-12:

“Por isso Deus lhes envia uma poderosa operação do erro, para que creiam na mentira e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.”

Esse conceito é assustador, mas real. Deus permitirá que aqueles que rejeitam a verdade e preferem a mentira sigam o caminho de perdição. Essa realidade está cada vez mais evidente nos tempos atuais, onde vemos:

  • A secularização da igreja.
  • Um liberalismo teológico que relativiza o pecado.
  • A falta de busca pela santidade e submissão a Deus.
  • A falsa ideia de que Deus só quer o coração, enquanto a vida continua sem transformação.

Estamos vivendo tempos de grande engano espiritual. Muitos acreditam estar salvos, mas nunca experimentaram uma verdadeira regeneração. Por isso, Paulo nos alerta:

  • Examine-se.
  • Prove sua fé.
  • Avalie sua vida à luz das Escrituras.

Não se engane, Deus não aceita um compromisso superficial. Ele não quer apenas palavras, mas uma vida entregue e transformada.

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 7:21)

Que este seja um momento de sinceridade diante de Deus. Esteja disposto a receber d’Ele a revelação da verdade sobre sua condição espiritual e se renda completamente a Cristo, caso ainda não o tenha feito. Hoje pode ser o dia de sua salvação.

O conteúdo que será abordado no próximo capítulo tem o propósito de despertar as pessoas para a realidade espiritual. Quem sabe, ao refletirem, possam se arrepender, retornar às veredas antigas e buscar viver verdadeiramente para Deus.

Já falamos sobre a operação do erro, que possivelmente está em curso em nossos dias. Deus tem endurecido os corações daqueles que rejeitam a piedade e não querem saber d’Ele. Esse cenário torna ainda mais urgente a necessidade de cada um realizar um cuidadoso autoexame.

Enquanto há vida, há esperança. Enquanto há tempo, há oportunidade de se avaliar. Esse é o momento de refletir e se perguntar:

  • Estou realmente salvo?
  • Tenho certeza da minha salvação?
  • Deus já me resgatou e transformou a minha vida?
  • Sou, de fato, um cristão, ou apenas afirmo isso com palavras?
  • Já me rendi completamente ao Senhorio de Cristo?

Reflita sobre o relacionamento que você tem com Ele:

  • Já tive um encontro real com Cristo?
  • Desenvolvo uma vida de intimidade com Ele?
  • Sou conduzido por Cristo como Sua ovelha?
  • Vivo em submissão à vontade d’Ele?

Essas questões são cruciais. Examine-se com sinceridade. Pergunte-se: minha entrega a Cristo é verdadeira, ou tudo isso não passa de uma ilusão?

O Alerta de Jesus

Jesus nos deixou um alerta importante em Mateus 7:21-23:

“Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu.” (v. 21)

A pergunta que devemos nos fazer é: temos feito a vontade de Deus? Somente aqueles que realmente vivem essa vontade, de maneira prática e evidente, entrarão no reino dos céus. Não é questão de suposição ou de achar que estamos no caminho certo. É algo que precisa ser visível, com frutos que comprovem essa realidade em nossas vidas. Jesus continua:

“No dia do juízo, muitos me dirão: ‘Senhor! Senhor! Não profetizamos em teu nome? Não expulsamos demônios em teu nome? Não realizamos muitos milagres em teu nome?’ Eu, porém, responderei: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que desobedecem à lei!’” (vv. 22-23)

Essas palavras são duras e reveladoras. “Afastem-se de mim, vocês que praticam a iniquidade“, ou seja, que vivem sem lei. A palavra iniquidade vem de anomia, que significa ausência de lei. Onde está a lei de Deus? Na Bíblia!

Muitas pessoas professam ser cristãs, dizem seguir a Cristo e o chamam de “Senhor”, mas vivem sem uma submissão verdadeira a Ele. Não são guiadas por Suas diretrizes, rejeitam o jugo de Cristo e desobedecem à Sua palavra.

Como está sua prática da Palavra? Não basta apenas ler a Bíblia. Tiago nos exorta a sermos praticantes da Palavra, não apenas ouvintes. É a prática que gera transformação, evidenciando nosso amor a Deus. Não é o conhecimento ou a informação recebida que nos transforma, mas sim a informação vivida, aplicada no dia a dia.

A verdadeira fé é prática. Ela se revela no modo como vivemos, obedecemos e nos submetemos à vontade de Deus. Sem isso, qualquer declaração de fé é vazia e ilusória. Os discípulos certa vez perguntaram a Jesus:

“Senhor, serão poucos os salvos?” (Lucas 13:23)

Essa pergunta reflete uma preocupação genuína e a resposta de Jesus é tão impactante quanto direta. Ele disse:

“Esforcem-se para entrar pela porta estreita…” (Lucas 13:24a)

Jesus não respondeu diretamente com um número ou uma estimativa, mas apontou para a necessidade de esforço. Note a ênfase: esforcem-se. Isso é um chamado à ação, uma convocação para que cada um examine a seriedade com que vive sua fé.

Como tem sido sua vida de cristão? Ela se resume a frequentar a igreja aos domingos? Essa é toda a sua expressão de fé?

E no dia a dia, você reserva tempo para Deus? Separa momentos para ler a Bíblia, meditar nela e buscar intimidade com o Senhor? No trabalho, você busca honrar a Deus em suas atitudes? E nos momentos de lazer, nos relacionamentos com amigos, familiares, namorado(a) ou cônjuge, suas ações refletem o caráter de Cristo?

Ou será que sua “vida cristã” está restrita a uma ou duas visitas semanais à igreja? Durante o resto da semana, você se lembra de Deus? Pensa em Jesus? Lê a Bíblia? Ou vive de qualquer maneira, como se sua fé fosse apenas um detalhe reservado para os domingos? Jesus foi claro:

Esforcem-se para entrar pela porta estreita.

Essa é a porta que conduz à vida eterna, à salvação. Ele nos chamou a um esforço intencional, não porque podemos conquistar a salvação por mérito, mas porque a vida cristã genuína exige dedicação, arrependimento e transformação.

A salvação foi conquistada por Cristo na cruz. Não depende de nossas obras, mas a graça que nos salva também nos transforma. Não podemos viver uma fé apática, acreditando que tudo nos será dado sem nenhum comprometimento, sem buscarmos a Deus, sem rendição ou obediência. Infelizmente, muitos vivem de forma acomodada, pensando:

“Deus já fez tudo por mim, então não preciso fazer mais nada. Fico aqui, parado, sem pensar nele e Ele me salvará porque me escolheu.”

Essa atitude não reflete a vida de alguém que foi salvo. A fé genuína produz frutos e eles são evidências de uma transformação real. Esforçar-se não é para conquistar algo, mas é o reflexo de um coração regenerado que deseja agradar a Deus, andar com Ele e viver para a Sua glória.

Jesus está chamando você para avaliar sua vida. Será que tem havido esforço, compromisso e busca genuína? Ou você tem vivido uma fé superficial, sem impacto real no seu dia a dia? A porta é estreita e somente aqueles que se esforçam para viver de acordo com a vontade de Deus já passaram por ela. Jesus continua o alerta dizendo:

“Pois muitos tentarão entrar pela porta estreita, mas não conseguirão.” (Lucas 13:24b)

Aqui, Ele nos apresenta algo perturbador. Não se trata de pessoas que ignoram a porta, mas de indivíduos que tentarão entrar — e ainda assim, não conseguirão. Por quê?

Porque muitos buscarão o caminho da salvação de forma errada, não pela justiça de Cristo, mas tentando estabelecer sua própria justiça. Buscarão atalhos, jeitinhos, ou seguirão caminhos que o diabo apresenta como verdade, mas que, na realidade, levam à morte. Jesus deixa claro:

“Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês, estando do lado de fora, começarão a bater e a dizer: ‘Senhor, abre a porta para nós!’ Mas Ele responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são.’” (Lucas 13:25)

Imagine a cena. A porta está fechada e do lado de fora, pessoas clamam desesperadas:

“Nós comemos e bebemos com o Senhor, e o Senhor ensinou em nossas ruas.” (Lucas 13:26)

Essas palavras mostram que essas pessoas estiveram próximas a Jesus, ouviram Seus ensinamentos, mas isso não foi suficiente. Estar perto de Jesus ou ouvir Suas palavras não garante um relacionamento com Ele. Assim como estar próximo de uma figura pública não significa conhecê-la intimamente. Participar de um ambiente onde Cristo é pregado ou estar no meio de pessoas que o seguem não significa ter uma relação verdadeira com Ele.

Para ilustrar, pense no exemplo de um líder político popular, como Bolsonaro durante suas “motociatas”. Milhares de pessoas o seguiram, ouviram seus discursos, algumas chegaram a vê-lo de perto ou até tocar nele. Mas será que essas pessoas o conheciam realmente? Se uma delas fosse à casa dele e dissesse: “Eu estava nas motociatas, ouvi seus discursos, me deixe entrar”, ela seria recebida como alguém íntimo? Não! Estar perto não equivale a ter um relacionamento. Da mesma forma, Jesus diz:

“Eu não os conheço, nem sei de onde são. Afastem-se de mim, todos vocês que praticam o mal.” (Lucas 13:27)

E então virá o juízo:

“Haverá choro e ranger de dentes, pois vocês verão Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês serão lançados fora.” (Lucas 13:28)

Lançados para onde? Possivelmente no Lago de Fogo reservado para aqueles cujo nome não está escrito no Livro da Vida do Cordeiro.

A tragédia não está apenas na condenação, mas no fato de que muitos terão estado próximos da verdade, terão ouvido sobre Jesus, talvez até participado de rituais religiosos, mas nunca terão se rendido a Ele de fato.

O que você tem feito com os ensinamentos de Cristo? Essa é a pergunta central. A salvação não é para quem apenas ouviu ou esteve perto, mas para quem viveu e respondeu ao chamado de Cristo com arrependimento, fé e submissão.

Isso é muito sério. Quero aproveitar este momento para fazer um alerta importante a você. Este é um chamado único, uma oportunidade que talvez nunca se repita.

Se você está lendo esse livro agora, independentemente de como ele chegou até você, saiba que isso não foi por acaso. Deus permitiu que esta mensagem chegasse até você. É um convite claro: pare e faça um autoexame. Não ignore isso, não trate como algo trivial.

Jesus foi muito claro ao afirmar que, à medida que Seu retorno se aproximasse, poucos seriam os que estariam caminhando verdadeiramente com Ele, em intimidade e comunhão. A maioria estaria enganada, presa nas mentiras do mundo. A operação do erro está em curso, o pecado se multiplica e o amor de muitos está se esfriando.

Agora eu pergunto: onde você está neste cenário?

Você está entre aqueles que entraram pela porta estreita, que caminham no caminho apertado rumo à salvação? Ou está com a multidão, seguindo pelo caminho largo e espaçoso que leva à perdição? Essa é a oportunidade que Deus está criando para que você se examine profundamente.

No próximo capítulo, faremos um teste, um momento de reflexão diante de Deus e da Bíblia, onde você poderá avaliar sinceramente sua condição espiritual.

Seja honesto consigo mesmo. Não há ninguém ao seu lado que possa te julgar. Este é um momento apenas entre você, a Palavra de Deus e o próprio Deus.

Não trate isso com leviandade. Leve a sério. Este é um momento crucial, talvez o mais importante da sua vida até aqui. Faça o autoexame com sinceridade e permita que Deus revele a verdade sobre onde você realmente está em sua caminhada espiritual rumo ao santuário.

Este livro é um convite à reflexão sobre o que significa ser um cristão genuíno em meio às distrações do mundo. Com base nas Escrituras, o autor apresenta uma jornada prática e espiritual que destaca valores como humildade, dedicação e fidelidade à Palavra. Ele aborda temas centrais da vida cristã — o novo nascimento, a mordomia, os perigos da dureza de coração — e utiliza parábolas e ensinamentos bíblicos para guiar o leitor pelo caminho estreito que conduz à vida eterna.
Escrito com paixão e clareza, a obra se coloca como um guia essencial para quem deseja amadurecer na fé, descobrir seu propósito no corpo de Cristo e viver de modo que glorifique a Deus em todas as áreas da vida. É um chamado ao autoexame e à transformação, conduzindo o leitor rumo ao verdadeiro Santuário.

Jamerson Silva Araújo é escritor, teólogo por vocação e discípulo de Cristo por convicção. Após anos de ceticismo, encontrou a fé ao estudar as Escrituras com o desejo de refutá-las — e acabou transformado por elas. É autor do livro Jornada ao Santuário e criador de conteúdos voltados à edificação da fé cristã com base no princípio do Sola Scriptura. Atualmente, dedica-se a projetos como "Até a Última Página", onde divide com os leitores a oportunidade de opinar e participar de seus futuros livros.

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