Capitulo 2 – A Palavra de Deus (Jesus Cristo)

Vamos meditar sobre a Palavra de Deus, que é a base de tudo. Desde o primeiro capítulo, estamos utilizando a Bíblia para argumentar. A Palavra foi o alicerce desde o princípio, e hoje vamos aprofundar ainda mais esse tema, porque ela é o fundamento sobre o qual construímos nossa vida e é através dela que somos estruturados, desenvolvidos, aperfeiçoados e conhecemos a Deus.

Neste tópico, chamado “Alicerce Eterno“, vamos tratar especificamente da importância da Palavra de Deus. Vamos entender o que ela é em essência, como ela se manifesta para nós de forma tangível e qual é a sua importância. Além disso, vamos discutir se ela é confiável, pois sem dar o devido valor a ela, os próximos passos da nossa jornada perdem o sentido.

Para crescermos no conhecimento de Deus, para nos submetermos a Ele e sermos transformados, precisamos, antes de tudo, ter fé em Deus. E, junto com essa fé, devemos acreditar que a Bíblia é a Sua Palavra, dada a nós como revelação. É por meio dela que conhecemos melhor a Deus. A Bíblia é a revelação escrita de quem Ele é e o que Ele deseja para nós. Se não acreditarmos na Bíblia como a Sua Palavra, torna-se difícil ter um verdadeiro encontro com Ele e, consequentemente, fica complicado entrar no Santuário.

Portanto, agora, vamos focar na base de tudo: a Palavra de Deus.

Se você não seguir as orientações e diretrizes, estará perdido, como mencionei anteriormente sobre o labirinto. Todos nós vivemos num labirinto, cheio de caminhos, mas apenas um desses leva à saída, o caminho que conduz à vida eterna.

Assim como no labirinto, esse único caminho é revelado e orientado pela Palavra de Deus. Por isso, precisamos entender a essência da Palavra. Após compreender sua importância, devemos buscar seguir as diretrizes, os mandamentos que Deus nos dá ao longo dela, para que não apenas encontremos, mas também entremos no Santuário.

Minha intenção é apresentar isso da forma mais simples e clara possível, compartilhando as informações que me ajudaram a entender que a Bíblia é a Palavra de Deus. Foi ao submeter-me a essa verdade e buscar compreendê-la cada vez mais que consegui realmente entrar no santuário.

Então, surge a pergunta essencial: o que é a Palavra de Deus? Precisamos entender como ela se manifesta para, assim, reconhecê-la, valorizá-la e aprender a segui-la com obediência.

Para você que está começando essa jornada conosco, o que é a Palavra de Deus? Gostaria que você meditasse sobre isso antes de eu falar mais a respeito, para que você possa fazer um autoexame de sua bagagem teológica depois.

Amado, a Palavra de Deus se manifesta de três formas diferentes, teologicamente falando. Em essência, é importante que entendamos isso para além da literalidade. Quando fiz a pergunta “O que é a Palavra de Deus?”, você talvez tenha pensado logo na Bíblia, o que é natural, já que nós, como cristãos, tendemos a associar a Palavra de Deus diretamente ao texto físico. Mas a pergunta tinha um objetivo mais profundo, e queria ver se você ultrapassaria essa visão mais concreta e pensaria no aspecto espiritual.

A verdade é que, biblicamente falando, a Palavra de Deus se manifesta, em primeiro lugar e de maneira especial, como uma pessoa: Jesus Cristo. Embora a Bíblia seja a Palavra de Deus escrita, a verdadeira essência da Palavra é Cristo. Ele é a manifestação viva e definitiva da Palavra de Deus. Mais à frente, vou mostrar como a Escritura nos revela essa verdade.

Em segundo lugar, a Palavra de Deus se manifesta como uma comunicação verbal. Quando Deus fala diretamente, de maneira audível, como vemos em alguns momentos na Bíblia, isso é a própria Palavra de Deus sendo pronunciada, o som que sai de Sua boca. Esse aspecto da Palavra será aprofundado mais adiante, pois agora vamos nos concentrar na manifestação da Palavra como uma pessoa.

O terceiro modo é a Palavra de Deus em sua forma escrita: a Bíblia.

Quando falamos da Palavra de Deus, estamos nos referindo ao Deus cristão, dentro do contexto da fé cristã, onde cremos em um único Deus verdadeiro. Desde o início, temos usado a Bíblia como base, e agora quero explicar por que ela é tão importante.

Sua importância fundamental reside no fato de que a Palavra de Deus é mais do que apenas um livro ou texto. Ela é, em sua essência, uma pessoa — e essa pessoa é Jesus Cristo. Vamos usar a Bíblia para comprovar isso. A partir de agora, o nosso foco será na primeira forma: a Palavra de Deus como pessoa, revelada em Jesus Cristo.

De Gênesis a Apocalipse, a Palavra de Deus foi o meio pelo qual todas as coisas foram criadas, sustentadas, ensinadas, profetizadas, e onde o plano de salvação foi revelado, cumprido e selado. Através da Palavra, Deus nos mostra o futuro, oferece esperança além desta vida e nos dá acesso ao conhecimento necessário para compreender o propósito da criação e da redenção.

A própria Escritura revela que Jesus, em essência, é a Palavra de Deus, existente antes da criação do mundo e permanecerá até a consumação dos tempos — e além, no contexto da eternidade. Isso nos lembra que, embora esta era tenha um fim, há uma eternidade por vir.

E a chave para participar dessa eternidade é estar dentro do santuário, o que torna essa jornada tão essencial. Já discutimos o significado do santuário no capítulo anterior. O que estou fazendo aqui é guiar vocês, passo a passo, nessa jornada para o encontrar e entrar. O objetivo final deste livro é conduzi-los até lá, para que ao final, estejam dentro do santuário.

Como mencionei antes, de Gênesis a Apocalipse, a Palavra de Deus se manifesta, guia, ensina, cria e realiza todas as coisas. Então, vamos começar do início, com Gênesis. Está escrito em Gênesis 1:1,3:

1 No princípio, Deus criou os céus e a terra.
3 Então Deus disse: “Haja luz”, e houve luz.

No início, Deus criou o céu e a terra. Em seguida, Deus disse: “Haja luz”. O que quero mostrar aqui é que Jesus está expresso de pelo menos três maneiras diferentes nesses dois versículos. Sim, Jesus já está presente aqui de três formas distintas. Pense em uma delas, uma que seja clara e evidente.

Agora, lembre-se: para nós, cristãos, Jesus não é apenas um filósofo, um grande mestre ou um espírito evoluído. O Jesus da Bíblia é muito mais do que isso — Ele é o próprio Deus. É essencial entender que o Jesus apresentado na Bíblia é o verdadeiro Jesus. Quando as pessoas falam de Jesus fora do cristianismo, muitas vezes distorcem quem Ele realmente é.

Infelizmente, muitos acabam confundindo o Jesus da Bíblia com outras versões, criadas por seitas ou outras religiões. Mas são diferentes. Se você quiser conhecer o verdadeiro Jesus, precisa buscá-lo na Bíblia, que revela Sua verdadeira essência e missão. Compare o Jesus da Bíblia com qualquer outra versão apresentada a você, e perceberá que nem sempre estão falando do mesmo Jesus.

Então, a primeira manifestação de Jesus nesses versículos é Deus. Talvez não pareça óbvio para quem está começando agora, mas para quem já é cristão, isso precisa ficar claro: Jesus é Deus, manifestado desde o princípio.

A segunda manifestação importante aqui é o “princípio”. No versículo: “No princípio, Deus criou o céu e a terra“, não fica claro para quem não tem a informação, mas esse “princípio” é o próprio Cristo. Em João 1:1, lemos: “No princípio era a Palavra“, que é uma referência direta a Jesus. Ele é o princípio. Ele é Deus e também o meio pelo qual todas as coisas foram feitas. Vamos explorar isso mais à frente, mas já podemos entender que Jesus é a manifestação do poder de Deus.

Quando Deus disse “Haja luz“, Ele usou a palavra, o som, para emitir Seu poder criativo. E essa palavra, como eu venho mencionando, é Jesus. Cristo é a palavra de Deus, o meio através do qual todas as coisas vieram a existir. Antes de tudo, só existia Deus, que nunca foi criado e sempre existiu. Embora seja difícil para nós, humanos, compreendermos isso, é um fato de que Deus é eterno, sem início ou fim.

Então, quando Deus falou “Haja”, foi pelo poder da Palavra que tudo foi criado. Essa Palavra é Cristo – a terceira manifestação encontrada. Ele é Deus, e foi através Dele que o universo foi formado e continua sendo sustentado.

Isso explica a autoridade suprema da Palavra de Deus, porque ela procede diretamente de Deus e se manifesta essencialmente em Cristo. É por isso que Cristo é central em toda essa jornada espiritual e em todo o plano de Deus para a criação e redenção.

Em Colossenses 1:17-19, encontramos uma poderosa descrição de Jesus: “Ele existia antes de todas as coisas”. Isso significa que, antes de qualquer coisa ser criada, Jesus já estava presente. Além disso, a passagem afirma que “Ele mantém tudo em harmonia” (v.17), ou seja, não apenas existia antes da criação, mas, após tudo ser criado, Ele continua a sustentar e harmonizar o universo.

Isso nos revela que Jesus não é um mero ser humano, nem um filósofo ou pensador. Embora Ele possa ser considerado um Espírito—já que Deus é Espírito—não se deve pensar Nele como um espírito evoluído, como algumas correntes religiosas sugerem. Essas crenças falam de reencarnações e de um progresso contínuo através de várias vidas, mas Jesus é muito mais do que isso.

A Bíblia deixa claro: “Ele existia antes de todas as coisas e é Ele quem mantém tudo funcionando em harmonia”. Essa revelação é fundamental para entendermos a verdadeira natureza de Jesus e Sua importância em nosso relacionamento com Deus.

No versículo 18, lemos: “Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja”. A igreja é composta por aqueles que foram salvos e, portanto, estão ligados a Ele, formando um só corpo. Essa é uma informação importante que vamos explorar mais adiante. Paulo também afirma que “Ele é o princípio” (v.18b). Lembrem-se de que em Gênesis está escrito: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”. Assim, podemos entender que Jesus é esse princípio; tudo foi criado em Cristo, por meio de Cristo e para Cristo.

Se substituirmos “princípio” por “Jesus” nessa passagem, teríamos: “No Jesus, Deus criou os céus e a terra”, e essa mudança se encaixa perfeitamente no contexto bíblico. A Escritura continua afirmando que Ele é “supremo sobre os que ressuscitam dos mortos” (v.18b), pois foi o primeiro a ressuscitar. E: “Portanto, Ele é o primeiro em tudo” (v.18c); tudo começou por meio d’Ele, por Ele e para Ele.

O que agradou ao Pai é que “toda a plenitude habite no Filho” (v.19). Isso significa que o Filho é o meio pelo qual tudo existe; tudo foi criado e está contido. É crucial reconhecer que Jesus não é apenas um filósofo, um espírito evoluído ou um mestre; Ele é Deus, a segunda pessoa da Trindade, que sempre existiu na eternidade.

Ele encarnou para cumprir o plano da salvação, descendo da esfera da eternidade – o ambiente que lhe é próprio, onde está em comunhão com o Deus eterno, onipotente e infinito. Ele se fez homem, praticamente se esvaziando de Sua glória para estabelecer o caminho de reconciliação com Deus.

Em Colossenses 2:9, Paulo diz: “Pois nele habita, em corpo humano, toda a plenitude de Deus”. Esse versículo ensina sobre a verdadeira natureza de Jesus, mostrando que Ele é a manifestação de Deus. Por meio d’Ele, através do poder da palavra, todas as coisas foram criadas, e Deus colocou toda a Sua plenitude em Jesus.

É por isso que João, em seu Evangelho João 1:1-3, afirma:

No princípio, aquele que é a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus”. (v.1)

Agora, eu pergunto a vocês: quem é essa Palavra?

Muitos acreditam que a palavra se refere à Bíblia, que é o meio pelo qual somos santificados, aperfeiçoados e desenvolvemos espiritualmente. No entanto, já discutimos que a Palavra vai além do que está escrito; a Palavra é uma pessoa. Então, quem é a Palavra de Deus? Exatamente: a Palavra é Jesus Cristo.

No princípio, aquele que é a Palavra já existia“(v.1a). Isso se alinha ao que discutimos em Colossenses 1:17, onde está escrito que “Ele existia antes de todas as coisas”. “A Palavra estava com Deus, e a própria Palavra era Deus“(v1b). Ele vivia em íntima comunhão, fazendo parte do próprio Deus.

Portanto, Ele já estava com Deus desde o princípio (v.2). Deus é eterno e transcende o tempo; o tempo foi criado por Ele. Deus não está limitado ao tempo; Ele o supera. Ele não teve início e nunca terá fim. Deus não nasceu nem foi criado; Ele sempre existiu. Isso é algo que foge à nossa compreensão, pois somos seres limitados, enquanto Deus é onipotente, infinito e ilimitado. Não podemos, sendo tão pequenos diante Dele, tentar entender toda a complexidade de quem Ele é. Deus se revela da maneira mais simples possível, mas nossa capacidade de compreensão é insuficiente. Se conseguíssemos explicar Deus em Sua plenitude, Ele não seria verdadeiramente Deus.

Por meio dele, Deus criou todas as coisas, e sem ele nada foi criado” (v.3). É exatamente isso que queremos enfatizar: Jesus transcende qualquer entendimento de que Ele é apenas um professor, filósofo ou um espírito evoluído. Jesus é Deus em Sua plenitude.

A Bíblia ensina que Cristo é a Palavra de Deus encarnada, conforme vemos em João 1:14: “Assim a Palavra se tornou um ser humano.” Essa Palavra, que estava com Deus e era Deus, assumiu nossa natureza, tornando-se carne e osso, e habitou entre nós. Ele era cheio de graça e verdade, e vimos Sua glória, a glória do Filho único do Pai. Jesus é o único Filho verdadeiro de Deus, enquanto nós somos filhos por adoção. Ele é o unigênito, gerado eternamente pelo Pai, coexistindo em perfeita comunhão com o Espírito Santo na esfera da eternidade, antes de qualquer coisa ser criada.

Portanto, Jesus é muito mais do que um professor ou um ser humano sábio; Ele é o próprio Deus encarnado. Paulo nos lembra em Gálatas 4:4-5:

“Mas quando chegou o tempo certo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher, sob a lei, para resgatar aqueles que estavam sob a lei, a fim de nos adotar como Seus filhos.”

Jesus, o único Filho, foi gerado do próprio Deus na eternidade e possui a mesma essência e substância divina que o Pai. Por isso, Paulo afirma que “em Jesus habita corporalmente toda a plenitude de Deus (Cl 2:9). Enquanto Jesus é tão divino quanto o Pai, nós, sendo filhos por adoção, temos um relacionamento especial, mas distinto, pois fomos inicialmente criados por Deus e não gerados Dele. Amém?

João escreveu seu evangelho com o propósito de defender a divindade de Cristo, pois na igreja primitiva começaram a surgir ensinamentos heréticos que questionavam se Jesus, enquanto humano, era verdadeiramente Deus. Esses falsos ensinamentos afirmavam que Jesus não era Deus em essência, mas apenas um portador da presença divina, alegando que o Espírito de Cristo desceu sobre o homem Jesus no batismo e o deixou ao momento de sua morte, como se houvesse uma separação entre o Jesus humano e o Espírito divino.

Para esclarecer e corrigir essa compreensão, João escreveu o evangelho. E sobre nossa adoção ele enfatizou:

“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.” João 1:11

Jesus inicialmente veio para os Judeus, a fim de cumprir as promessas feitas à Abraão, Isaque e Jacó, no entanto eles não entenderam que Ele era o Cristo profetizado, o Messias proclamado para reinar sobre o trono de Davi. Eles aguardavam um libertador político, um rei glorioso, mas não reconheceram o “servo sofredor” de Isaías 53, aquele que viria para carregar nossos pecados e trazer paz através do seu sacrifício. João prossegue:

“Mas a todos os que o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.” João 1:12

Ou seja, todos aqueles que creram em Cristo e em sua mensagem, entregaram-se a Ele e aceitaram o sacrifício da cruz, receberam o privilégio de serem feitos filhos de Deus.

Entenda, “a Palavra se fez carne”. Este capítulo é sobre a Palavra de Deus e, lá no início, eu perguntei o que seria essa Palavra. Creio que muitos pensaram na Bíblia, mas como mencionei, a resposta vai além da Bíblia física; ela transcende a literalidade e revela a essência do próprio Filho, a segunda pessoa da Trindade, que se fez carne assumindo a nossa natureza.

A Palavra encarnada nasceu como homem para ocupar o nosso lugar, deu sua vida e recebeu a nossa punição, para que pudéssemos ter a oportunidade de reconciliação com Deus, o Pai. Ele morreu, foi ressuscitado, ascendeu ao céu e voltará para julgar. Este retorno de Cristo é o que aguardamos e foi profetizado desde a sua primeira vinda, quando Ele veio como o servo sofredor. Mas, desta vez, Ele voltará como o Messias glorioso que os judeus esperavam nos dias de sua primeira vinda e que eles não entenderam, pois só vislumbravam um reinado literal de glória.

A igreja aguarda essa volta, quando seremos transformados e seremos como Ele é hoje, com um corpo glorioso, herdando a vida eterna. Este é o Cristo poderoso que Israel aguardava e que agora virá para reinar sobre todas as coisas. Ele virá para julgar aqueles que não se renderem, aqueles que não se submeterem à sua soberania, e aqueles que não estiverem no santuário, que não se tornarem seus súditos. Estes enfrentarão o juízo eterno, conforme a própria Bíblia ensina. Em Apocalipse 19:11-14, lemos:

“Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco; seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro, pois julga e guerreia com justiça. Seus olhos eram como chamas de fogo, e em sua cabeça havia muitas coroas. Tinha um nome escrito que ninguém conhece, a não ser ele mesmo. Vestia um manto encharcado de sangue, e seu nome era a Palavra de Deus. Os exércitos do céu, vestidos de linho finíssimo e branco, o seguiam montados em cavalos.”

Jesus, que é a Palavra de Deus, aquele que encarnou e morreu em nosso lugar, retornará. Agora, não mais como o servo sofredor, mas como o Rei conquistador e Juiz que virá para julgar com justiça. Aqueles que têm seus nomes escritos no Livro da Vida receberão a vida eterna, mas aqueles que não tiverem esse privilégio enfrentarão o juízo e a condenação eterna.

É isso que a Palavra de Deus declara, e é daí que vem sua autoridade, pois ela é muito mais que um livro; é o próprio Deus, que encarnou, morreu por nós e ressuscitou. Jesus é o caminho traçado para a reconciliação com Deus, e somente por meio de Cristo há salvação. Ele afirmou:

Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6)

Há muitas direções oferecidas no mundo, muitos caminhos que, na verdade, são enganos de Satanás para confundir e afastar as pessoas do verdadeiro Caminho. Mas a saída do labirinto só existe por meio de Cristo, o único e verdadeiro Caminho.

Ao longo dessa jornada, você conhecerá os detalhes dessa trajetória e encontrará o caminho para sair desse labirinto por meio da Bíblia. Vamos explorar isso mais adiante.

Por fim, a Palavra de Deus, em sua essência, é uma pessoa: o próprio Filho de Deus. É por meio dele que todas as coisas foram criadas, e tudo existe. Enquanto estamos afastados de Cristo, não compreendemos nosso verdadeiro propósito; perseguimos objetivos vazios e tentamos alcançar metas próprias, mas não os propósitos de Deus. Sem aliança com a fonte da vida, perdemos o sentido e o objetivo para os quais fomos criados. Somente em Jesus temos a oportunidade de encontrar e viver plenamente o propósito de Deus para nossas vidas.

Entendemos, então, que a Palavra de Deus é muito mais do que som ou escrita: ela é, essencialmente, uma pessoa que coexiste eternamente com Deus. Por isso, as outras formas que vamos estudar nos próximos capítulos têm autoridade real, pois derivam do próprio Deus, de Cristo, e foram dadas para nossa instrução, salvação e crescimento.

Este livro é um convite à reflexão sobre o que significa ser um cristão genuíno em meio às distrações do mundo. Com base nas Escrituras, o autor apresenta uma jornada prática e espiritual que destaca valores como humildade, dedicação e fidelidade à Palavra. Ele aborda temas centrais da vida cristã — o novo nascimento, a mordomia, os perigos da dureza de coração — e utiliza parábolas e ensinamentos bíblicos para guiar o leitor pelo caminho estreito que conduz à vida eterna.
Escrito com paixão e clareza, a obra se coloca como um guia essencial para quem deseja amadurecer na fé, descobrir seu propósito no corpo de Cristo e viver de modo que glorifique a Deus em todas as áreas da vida. É um chamado ao autoexame e à transformação, conduzindo o leitor rumo ao verdadeiro Santuário.

Jamerson Silva Araújo é escritor, teólogo por vocação e discípulo de Cristo por convicção. Após anos de ceticismo, encontrou a fé ao estudar as Escrituras com o desejo de refutá-las — e acabou transformado por elas. É autor do livro Jornada ao Santuário e criador de conteúdos voltados à edificação da fé cristã com base no princípio do Sola Scriptura. Atualmente, dedica-se a projetos como "Até a Última Página", onde divide com os leitores a oportunidade de opinar e participar de seus futuros livros.

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