[Estudo Bíblico] Jesus transformou água em vinho fermentado?

Pois bem, meu amados, esta é uma indagação que até eu cheguei a pensar, desejar que fosse verdade e afirmar! A Bíblia diz:

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” Os 4:6

Muitos, por falta de conhecimento da Bíblia, ensinam aquilo que é errado; outros, pela dureza de coração e inclinação da carne, rejeitam os ensinamentos para sua própria perdição!

Estarei expondo aqui um Estudo a respeito do vinho que Jesus produziu! Veremos biblicamente essa situação!

Inicialmente, é-nos necessário conhecer quais são as palavras usadas nas Escrituras para se referirem ao vinho! Iremos fazer uma análise exegética das mesmas e examinaremos o contexto em que foram escritas para vermos se significavam realmente VINHO ALCOÓLICO.

IMPORTANTE: Lembremo-nos que, de acordo com as regras de hermenêutica, a Bíblia é INERRANTE, INFALÍVEL e não possui CONTRADIÇÕES!

De posse dessas informações vamos ao estudo!

As palavras comumente encontradas nas Escrituras que representam vinho são: oinos(grego); yayin, tirosh e shekar*(hebraicos). Estes 3 últimos são encontrados apenas no Antigo Testamento, sendo que Shekar refere-se a um  tipo de bebida forte feita de uma fruta diferente da uva, enquanto que aquele primeiro é encontrado apenas no Novo. Por motivos óbvios, pois o AT foi escrito em quase sua totalidade em Hebraico, enquanto que o NT foi escrito em Grego!

Vamos agora aos significados dessas palavras em seus respectivos contextos. Começaremos pelas de origem Hebraica:

1)Yayin 

É a palavra mais comum,um termo genérico usado 141 vezes no AT para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Ne 5.18, que fala de “todo o vinho [yayin]” = todos os tipos).

(a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gn 9.20,21; 19.32,33; I Sm 25.36,37; Pv 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do AT, notadamente Pv 23.29-­35 (ver a próxima seção).

(b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: “já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares” (Is 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: “fez que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo” (Jr 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jr 40.10,12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não-fermentado da uva temos em Lamentações; onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de “trigo e vinho” (Lm 2.12). O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado “vinho” tem o respaldo de vários eruditos. A Enciclopédia Judaica (1901) declara: “O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)”. Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive “o vinho recém-espremido antes da fermentação.” O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de “vinho [yayin] do lagar” (Baba Bathra, 97a).   

2) Tirosh 

É outra palavra hebraica traduzida por “vinho”que significa “vinho novo” ou “vinho da vindima”. Tirosh ocorre 38 vezes no AT; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Brown, Driver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa “mosto, vinho fresco ou novo”. A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado”. Tirosh tem “bênção nele” (Is 65.8); o vinho fermentado, no entanto, “é escarnecedor” (Pv 20.1) e causa embriaguez (ver Pv 23.31).

*OBS:  shekar  

Além dessas duas palavras para “vinho”, há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no AT, e freqüentemente no mesmo contexto – shekar, geralmente traduzida por “bebida forte” (e.g., I Sm 1.15; Nm 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de fruto de palmeira, de romã, de maçã, ou de tãmara. A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se distingue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída. Ocasionalmente, shekar pode referir-se a um suco doce, não-fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: “O Uso de Vinho no Velho Testamento”, dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1979). Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar “beber à vontade”, além de “embriagar”. Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.

A POSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O VINHO FERMENTADO.

Em vários lugares o AT condena o uso de yayin e shekar como bebidas fermentadas.

(1) A Bíblia des­creve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã. Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravi­dez das filhas de Ló(Gn 19. 31-38).

(2) Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse manda­mento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11).

(3) Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos que fizessem voto de nazireado

(4) Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio” (Pv 20.1). As bebidas alcoólicas podem levar o usuário a zombar do padrão de justiça estabelecido por Deus e a perder o autocontrole no tocante ao pecado e à imoralidade.

(5) Finalmente, a Bíblia declara de modo inequívoco que para evitar ais e: pesares e, em lugar disso, fazer a vontade de Deus, os justos não devem admirar, nem desejar qualquer vinho fermentado que possa embriagar e viciar (ver Pv 23.29-35).

Segue-se um exame da palavra bíbli­ca mais comumente usada para vinho no NT. A palavra grega para “vinho”, em Lc 7.33, é oinos.

 1) Oinos

Pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva: (1) suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição apóia-se nos dados abaixo.

(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco da uva (ver Aristóteles, Metereologica, 387.b.9-13).

(a) Anacreontes (c. de 500 a.c.) escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5).

(b) Nicandro (século II a.c.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco daí produzido (Georgica, fragmento 86).

(c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produ­zem “jarros de vinho [oinos]” (citado por Ireneu, Contra as Heresias, 5.33.3–4).

(d) Uma carta em grego escrita em papiro (P. Oxy. 729; 137 d.C.), fala de “vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e MiIligan, The Vocahulary of the Greek Testament, p. 10).

(e) Ateneu (200 d.C.) fala de um “vinho [oinos] doce”, que “não deixa pesada a cabeça” (Ateneu, Banquete, 1.54). Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas “acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo” (1.54).

(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego c. de 200 a.C. empre­garam a palavra oinos para traduzir várias palavras hebraicas que significam vinho. Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva com, ou sem, fer­mentação. 

(3) Quanto a literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado. Em Ef 5.18, o mandamen­to: “não vos embriagueis com vinho [oinos)” refere-se ao vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é descrito pisando o lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho [oinos]”; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 ; Jr 48.32,33 ). Em Ap 6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra que não deve ser destruída. Logo,para os crentes dos tempos do NT, “vinho” (oinos) era uma palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.

(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com detalhes vários processos usa­dos para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de evitar sua fer­mentação.

(a) Columela (Da Agricultura, 12.29), sabendo que o suco de uva não fermenta quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve da seguinte maneira:

“Para que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas ins­truções: Depois de aplicar a prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco), coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosa­mente com piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora ficar acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta dias. O suco permanecerá doce durante um ano” 

O escritor romano Plínio (século I d.C.) escreve; “Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quandoo tempo frio se instala” (Plínio, História Natural, 14.11.83). Este método deve ter funciona­do bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; SI 65.9-13).

(b)Outro método de impedir a fermentação das uvas é fervê-Ias e fazer um xarope Historiadores antigos cha­mavam esse produto de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar (Smith’s BiNe Dictionary, p. 747) declara que “os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes”.Ainda, O Novo Dicionário da Bíblia (p. 1665), observa que “sempre havia meios de conser­var doce o vinho durante o ano inteiro”.  

VINHO: MISTURADO OU INTEGRAL?

Os dados históricos sobre o preparo e uso do vinho pelos judeus e por outras nações no mundo bíblico mostram que o vinho era:

(a) freqüentemente não fermentado; e

(b) em geral misturado com água.

O estudo anterior, acima, aborda um dos processos usa­dos para manter o suco da uva fresco em estado doce e sem fermentação. O presente estudo menciona dois outros processos de preparação da uva para posteriormente ser misturada com água.

(1) Um dos métodos era desidratar as uvas, borrifá-las com azeite para mantê-las úmidas e guardá-Ias em jarras de cerâmica (Enciclopédia Bíblica Ilustrada de Zondervan, Y. 882; ver também Columella, Sobre a Agricultura12.44.1-8). Em qualquer ocasião, podia-se fazer uma bebida muito doce de uvas assim conservadas. Punha-se-Ihes água e deixava-as de molho ou na fervura. Políbio afirmou que as mulheres romanas podiam beber desse tipo de refresco de uva, mas que eram proibidas de beber vinho fermentado (ver Políbio, Fragmentos, 6.4: cf. Plínio, História Natural, 14.11.81). 

(2) Outro método era ferver suco de uva fresco até se tornar em pasta ou xarope grosso (mel de uvas); este processo deixava-o em condições de ser armazenado, ficando isento de qual­quer propriedade inebriante por causa da alta concentração de açúcar, e conservava a sua doçura (ver Columella, Sobre o Agricultura, 12.19.1-6; 20.1-8; Plínio, História Natural, 14.11.80). Essa pasta ficava armazenada em jarras grandes ou odres. Podia ser usada como geléia para passar no pão, ou dissolvida em água para voltar ao estado de suco de uva (Enci­clopédia Bíblica Ilustrada de Zondervan, V. 882-884). É provável que a uva fosse muito cultivada para produção de açúcar. O suco extraído no lagar era engrossado pela fervura até tornar-se em líquido conhecido como “mel de uvas” (Enciclopédia Geral internacional da Bíblia, Y. 3050). Referências ao mel na Bíblia freqüentemente indicam o mel de uva (chama­do debash pelos judeus), em vez do mel ele abelha.

(3) A água, portanto, pode ser adicionada a uvas desidratadas, ao xarope de uvas e ao vinho fermentado. Autores gregos e romanos citavam várias proporções de mistura adotadas. Homem (Odisséia, IX 208ss.) menciona uma proporção de vinte partes de água para uma parte de vinho. Plutarco (Symposíacas, IlI.ix) declara: “Chamamos vinho diluído, embora o maior componente seja a água”, Plínio (História Natural, XIY.6.S4) menciona uma proporção de oito partes de água para uma de vinho.

(4) Entre os judeus dos tempos bíblicos, os costumes sociais e religiosos não permitiam o uso de vinho puro, fermentado ou não. O Talmude (uma obra judaica que trata das tradições do judaísmo entre 200 a.C. e 200 d.C.) fala, em vários trechos, da mistura de água com vinho (e.g., Shabbath77a; Pesahim1086). Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de água, não podia ser abençoado e contaminaria quem o bebesse. Outros rabinos exigiam dez partes de água no vinho fermentado para poder ser con­sumido.

(5) Um texto interessante temos no livro ele Apocalípse, quando um anjo, falando do “vinho da ira de Deus”, declara que ele será “não misturado”, i.e., totalmente puro (Ap 14.10). Foi assim expresso porque os leitores da época entendiam que as bebidas derivadas de uvas eram misturadas com água.

Em resumo, o tipo de vinho usado pelos judeus nos dias da Bíblia não era idêntico ao de hoje. De posse do contexto sócio-cultural da época, podemos agora fazer uma verdadeira Exegese. Então? Jesus produziu ou não vinho fermentado?

Vamos examinar duas situações bíblicas onde Jesus usou o vinho[oinos] para beber e segundo, agora, à bíblia e não somente o contexto da época, analisaremos se esse vinho era alcoólico. Vejamos:

1) Milagre nas bodas de Caná

Em Jo 2, vemos que Jesus transformou água em “vinho” nas bodas de Caná. Que tipo de vinho era esse? Conforme já vimos, podia ser fermentado ou não, concentrado ou diluído. A resposta deve ser determina­da pelos fatos contextuais e pela probabilidade moral. A posição deste Estudo é que Jesus fez vinho (oinos) suco de uva integral e sem fermentação. Os dados que se seguem apresentam fortes razões para rejeição da opinião de que Jesus fez vinho embriagante.

(1) O objetivo primordial desse milagre foi manifestar a sua glória (2.11), de modo a desper­tar fé pessoal e a confiança em Jesus como o Filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (2.11; cf. Mt 1.21). Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como o Filho Unigênito do Pai (1.14), mediante a criação milagrosa de inúmeros litros de vinho embriagante para uma festa de bebedeiras (2.10; onde subentende-se que os convidados já tinham bebido muito), e que tal milagre era extremamente importante para sua missão messiânica, requer um grau de desrespeito, e poucos se atreveriam a tanto. Será, porém, um testemunho da honra de Deus, e da honra e glória de Cristo, crer que Ele criou sobrenatural­mente o mesmo suco de uva que Deus produz anualmente através da ordem natural criada. Portanto, esse milagre destaca a soberania de Deus no mundo natural, tornan­do-se um símbolo de Cristo para transformar espiritualmente pecadores em filhos de Deus (3.1-15). Devido a esse milagre, vemos a glória de Cristo “como a glória do Unigênito do Pai” (1.14; cf. 2.11).

(2) Contraria a revelação bíblica quanto a perfeita obediência de Cristo a seu Pai celestial (cf 4.34; Fp 2.8,9) supor que Ele desobedeceu ao mandamento moral do Pai: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho … e se escoa suavemente”, i.e., quando é fermenta­do (Pv 23.31). Cristo por certo sancionou os textos bíblicos que condenam o vinho embriagante como escarnecedor e alvoroçador (Pv 20.1), bem como as palavras de Hc 2.15: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro… e o embebedas” (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4-7; Is 28.7; Rm 14.21).

(3) Sabemos que os convidados já tinham consumido todo o vinho da festa. Necessitando, assim, da intervenção divina de Jesus, na produção de mais vinho, pois seria muito constrangedor acabar o Vinho numa Boda de casamento aparentemente tão cedo. Imaginemos que o vinho consumido fosse alcoólico. Possivelmente algumas pessoas já estariam embreagadas, i.e., BEBADAS, então, se Jesus produzisse mais vinho alcoólico, Ele estaria promovendo o PECADO, pois está escrito:

“Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro… e o embebedas” Hc 2:15

A bíblia expressamente nos diz que a bebedeira é obra da carne e quem praticá-la não herdará o Reino de Deus, está escrito:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras… nem os BÊBADOS… herdarão o reino de DeusI Co 6:10

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição… BEBEDEIRAS, glutonarias … acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de DeusGa 5:21

Caso Jesus estivesse promovendo a desobediência, i.e., o PECADO, então Ele seria participante do mesmo cometendo, assim, PECADO também e já não mais serviria como Cordeiro de Deus imaculado, i.e., sem Mácula e sem Pecado, no entanto a Bíblia diz:

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem PECADO.” Hb 4:15

A Palavra de Deus afirma que Jesus viveu uma vida de obediência total a Deus. Promovendo, assim, somente a Justiça e a Santificação.

2) A Ceia do Senhor 

Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1 Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não fermentado 

(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão”fruto da vide” (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fer­mentado não é produzido naturalmente pela videira.

(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14,20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor. no mundo antigo, era freqüentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; I Co 5.7,8). Jesus, o Filho de Deus cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.

(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados da videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente Ex13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.

(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT. Por exemplo; “Segundo os Evangelhos Sinóticos parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder” (ver “Jesus”. The Jewish Encyclopaedia, edição de 1904. V.165).

(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).

(6) O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria melhor representado por suco de uva não fermentado (cf. 1 Pe 1.18,19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo, não experimentaram corrupção (Sl16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.

Portanto, pelo contexto bíblico e cultural, a Cristalina Exegese nos leva a entender que Jesus não somente produziu o suco de uva(vinho não fermentado) como também não consumiu o vinho alcoólico(pelo menos nas duas situações supracitadas).

Espero que esse estudo contribua para o discernimento e aperfeiçoamento dos santos em Cristo Jesus! A Paz…

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