Consciência – Tenhamos cuidado com ela…

Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,
Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Hebreus 3:7,8

Uma das coisas mais marcan­tes que nos caracteriza como gente é a capacidade que temos de justificar a nós mesmos ou, em outras palavras, de dar desculpas para continuar fazendo o que quer que seja.  

Lembro-me de ter lido o livro Carandiru, de Dráuzio Varella. Como fiquei impressionado com a capacidade de determinados ho­mens, mesmo os assassinos mais cruéis, de sempre achar uma lógi­ca para justificar suas ações!

A consciência (possivelmente o Espírito Santo) tem um papel extre­mamente importante. Ela (Ele) nos confronta e mostra nossos erros. Chama de volta ao caminho. Um problema comum é que, pela prática repetida do mesmo erro e a automática autojustificacão , a consciência vai gradualmente perdendo a capacidade de separar o certo do errado.

Quando somos acusados pela(o) cons­ciência (Espírito Santo) e a(O) aplacamos com autodesculpas, estabelece-se o ci­nismo. Aprendemos a dar de ombros, varrer o problema para debaixo do tapete e seguir em frente. Com o tempo, o cinismo se aprofunda e se transforma em cauterização da consciência. É como uma cicatriz insensível, com o tecido sadio substituído por outro totalmente inútil, mas também sem sensibilidade.

Se olharmos honestamente para nós mesmos, podemos encontrar uma série de áreas em que criamos o hábito de nos acomodar. Tenho ouvido pessoas que dizem estar muito bem como se acham, pois não matam, não roubam, etc. Já vi alguém que fi­cou  tremendamente ofendido quando lhe disseram que era um pecador… “Quem, eu?!? Pecador é quem faz isso e mais aquilo“!

O problema é que não somos nem seremos medidos por nos sentirmos acusados pela consciência, mas pela verdade ­- como Deus a vê. A autojustificação tapa nossos olhos quanto a nossos próprios vícios e maldades. E quem acha que é justo e merece ser reconhecido como tal, não vai clamar pela miseri­córdia de Jesus e sem ela qualquer um está irremediavel­mente perdido. 

Uma consciência sem peso nem sempre é prova de justiça, ou seja, por você achar que não tem feito algo de errado não quer dizer que realmente esteja certo diante de Deus.

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